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CPI da desnutrição convoca líder indígena de Dourados

06 maio 2005 - 07h46

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da desnutrição e mortalidade infantil indígena realizou nesta quinta-feira, sua sexta audiência, que contou com depoimento do coordenador regional da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) em Mato Grosso do Sul, Gaspar Hickmann. Questionado sobre as denúncias de que a Funai (Fundação Nacional do Índio) estaria retendo 27 toneladas de alimentos que deveriam chegar aos índios em Dourados, o coordenador alegou que “a Funasa não tem nada haver com isso”. Hickmann explicou que os alimentos são provenientes do programa Fome Zero em parceria com a secção da Funai no Estado e, por esse motivo, a Funai é que pode ser tida como a culpada por esta situação. Diante da informação, o presidente da CPI, deputado estadual Maurício Picarelli (PTB), convocou o coordenador regional da Funai em Dourados, Israel Bernardo da Silva, para um depoimento na próxima segunda-feira, às 14 horas, no Plenarinho da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Valteci Ribeiro de Castro Júnior, secretário do Idaterra (Instituto de Desenvolvimento Agrário, Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural), foi convocado a depor à CPI na próxima quinta-feira, dia 12 de maio, às 15 horas, no Plenarinho da Assembléia. Segundo Picarelli, existem informações confusas quanto a demarcação de terras que, mesmo pertencendo aos índios, estariam sendo invadidas por fazendeiros da região de Dourados. “Queremos mais explicações, afinal, estamos lidando com questões ligadas a vida”, reflete Picarelli. Ele ainda enfatiza um relatório enviado por auditores da CPI, que comprova investimento de recursos no valor de R$ 5 milhões empreendidos através do programa Fome Zero com empresas de São Paulo na compra de alimentos. “Os valores são muito duvidosos”, alega.Sobre a audiência com Hickmann, o deputado Picarelli disse estar insatisfeito com algumas declarações e explicações mediante indícios de um possível superfaturamento na Funasa. Ele comenta que “ele soube explicar falando, quero provas concretas”. Na próxima semana, três auditores da CPI estarão fazendo devassa nas contas e convênios da Funasa, na sede do próprio órgão em Campo Grande.  

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