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INDEFINIÇÃO

Contemplados do Dioclécio III vão ao MPF por casas

11 junho 2015 - 16h30

Um grupo de contemplados com casas no Residencial Dioclécio Artuzi III em Dourados procurou o MPF (Ministério Público Federal) no início da tarde desta quinta-feira (11) para protocolar representação sobre a indecisão e demora em solucionar a questão das 450 residências que estão em fase de acabamento.

O local foi invadido no dia 11 de abril por famílias sem-teto e desocupado um mês depois após ordem judicial.

De acordo com uma das pessoas que participaram da reunião no órgão, Rosangela Pereira Irala, 39, no dia seguinte a saída das pessoas dos imóveis, os contemplados teria surgido a promessa de que receberiam as chaves em 30 dias, prazo que se encerra nesta sexta (12). As casas foram sorteadas pela administração municipal em 2013.

“Procuramos o Ministério Público para que nosso problema possa ser solucionado. Estamos cansados de promessa. Falaram que nos colocariam nas casas em 30 dias e até agora nada foi feito”, comentou.
Segundo Rosangela, outros grupos de sem-teto já teriam ameaçado entrar no local.

“Estamos com a situação indefinida. Fomos sorteados há anos e nada acontece para realmente entrarmos nas nossas casas. Prefeitura, CEF (Caixa Econômica Federal) e empreiteira não decidem. Tem gente ameaçando invadir o local novamente”, resumiu.

Após receber a representação, o órgão tem agora 30 dias para analisar e definir o que será feito com a denúncia.

Em fase de acabamento, todas as 450 casas do Dioclécio III sofreram avarias no momento da desocupação, conforme o Dourados News mostrou no mês passado, e apesar da pressa para solucionar o problema, a promessa feita aos moradores é praticamente impossível de se concretizar, segundo José Francisco Correia de Almeida, um dos representantes da LC Braga, empresa contratada para fazer o serviço.

“Com todo o respeito, eu não sei quem fez essa afirmação – de entregar as casas em 30 dias para as pessoas entrarem -, até porque seria praticamente impossível. Nem se colocássemos 200 pessoas trabalhando ali conseguiríamos terminar em um mês. Fomos lesados, furtaram pias, vasos, ferramentas de trabalho e tivemos muito prejuízo com a obra. Só para encomendarmos tudo novamente, demandaria tempo e não podemos arcar com esses custos”, relatou.

Segundo Almeida, um levantamento sobre a situação de quatro quadras foi entregue para a CEF e os trabalhos devem se realizados por etapa. Nesse primeiro momento, pouco mais de 100 casas seriam trabalhadas. Para que todas as 450 unidades sejam concluídas, a previsão é de no mínimo três a quatro meses, caso recebam os repasses normalmente.

Em relação a denúncia dos moradores ao MPF, ele alega que o local está aberto para visitas. “Se o Ministério Público for lá e achar que as pessoas devem assumir a casa, devem avisar a Caixa Econômica que é a proprietária”, relatou.

O Dourados News procurou a assessoria de imprensa da CEF em Mato Grosso do Sul para tratar o tema, porém o responsável sobre o assunto não foi encontrado. Já a administração municipal alegou por diversas vezes que não se pronuncia sobre a obra, alegando fugir de seu alcance.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO

Conforme mostrado pelo Dourados News no dia 14 de maio, dois dias após a desocupação, o cenário no local era de destruição. Portas arrombadas, forros retirados e paredes manchadas de tintas davam o tom de vandalismo no residencial, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/responsaveis-devem-demorar-dez-dias-para-calculo-total-de-prejuizo-deixado-por-invasores).

Até louças sanitárias foram arrancadas e um tanque virou churrasqueira em uma das casas.

Peças de forro foram retiradas e deixadas no chão

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