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Conselho Tutelar alerta famílias sobre sinais que indicam abuso sexual

18 maio 2021 - 15h45Por Da Redação

Os conselhos tutelares de Dourados estão realizando nesta terça-feira (18) uma ação de mobilização para conscientização de famílias sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. 18 de maio é a data escolhida para a campanha nacional, em memória ao caso Araceli. Um crime que chocou o país na época. Araceli Crespo era uma menina de apenas 8 anos de idade, que foi violada e violentamente assassinada em Vitória, no Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973. Este crime, apesar de hediondo, ainda segue impune.

Segundo a coordenadora do Conselho Tutelar Leste, Janine Matos, com a pandemia da Covid-19 aumentaram os casos de abuso. “As denúncias aumentaram em 20% no período pandêmico, as crianças têm passados mais tempo com acesso a celular, internet e muitas ainda ficam sozinhas, já que as aulas presenciais seguem suspensas e os pais precisam trabalhar”, explicou a conselheira.

Denunciar casos de crianças e adolescentes em situações de risco é fundamental. Os conselhos ressaltam a importância do envolvimento de toda sociedade na proteção dos mais vulneráveis. Não é necessário se identificar, basta ligar para um dos conselhos, (67) 98468-6145, (67) 98401-2625 ou ainda pelo disk 100.

Um dos alertas da campanha é para os sinais de abuso que muitas crianças apresentam. São sinais físicos, psicológico e sociais que quando observados podem salvar uma vida. Confira um resumo dos sinais, divulgados pela Child Hood:

1. Mudanças de comportamento

O primeiro sinal é uma possível mudança no padrão de comportamento da criança, como alterações de humor entre retraimento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico. Essa alteração costuma ocorrer de maneira imediata e inesperada.

Proximidades excessivas

A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.

Comportamentos infantis repentinos

É importante observar as características de relacionamento social da criança. Se o jovem voltar a ter comportamentos infantis, os quais já abandonou anteriormente, é um indicativo de que algo esteja errado. A criança e o adolescente sempre avisam, mas na maioria das vezes não de forma verbal.

Silêncio predominante

Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.

Mudanças de hábito súbitas

Uma criança vítima de violência, abuso ou exploração também apresenta alterações de hábito repentinas. O sono, falta de concentração, aparência descuidada, entre outros, são indicativos de que algo está errado.

Comportamentos sexuais

Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.

Traumatismos físicos

Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.

Enfermidades psicossomáticas

Unidas aos traumatismos físicos, enfermidades psicossomáticas também podem ser sinais de abuso. São problemas de saúde, sem aparente causa clínica, como dor de cabeça, erupções na pele, vômitos e dificuldades digestivas, que na realidade têm fundo psicológico e emocional.

Negligência

Muitas vezes, o abuso sexual vem acompanhado de outros tipos de maus tratos que a vítima sofre em casa, como a negligência. Uma criança que passa horas sem supervisão ou que não tem o apoio emocional da família estará em situação de maior vulnerabilidade.

Frequência escolar

Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.

Durante todo o mês de maio a campanha de enfrentamento abordará o tema para que haja destaque acerca do tema. “No maio laranja damos visibilidade ao tema, mas o trabalho acontece o ano todo”, finalizou Janine.

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