O Conselho Municipal de Saúde de Dourados, diz que o Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) deve dar todo suporte e assistência para as gestantes que os procuram, já que faz parte do programa Rede Cegonha. A afirmação foi feita [após denúncia de negligência e falta de especialista para atendimento a gestantes no domingo (13)](http://www.douradosnews.com.br/dourados/conselho-denuncia-negligencia-e-falta-de-especialista-no-hu), que foram divulgados pelo Dourados News.
“O fato é que o hospital tem que dar suporte para essas gestantes, não apenas atender e mandar voltar para quando as contrações estiverem em intervalos menores. Como ele faz parte da ‘Rede Cegonha’ tem que ouvir a gestante e saber o que ela quer também, pois tem casos que é necessário a cesariana. O prédio deveria ter um local preparado para acolher essas mulheres para o parto humanizado e não encaminhar para casa”, desabafou a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Berenice de Oliveira Machado, em entrevista ao jornal nesta segunda-feira (14).
Ela disse que os casos citados serão investigados pelo conselho e reforçou a necessidade de denúncias para fiscalização. Berenice também afirmou que as reclamações em relação ao HU haviam sido amenizadas e que recentemente voltou acontecer. Outro ponto levantado é que o conselho tem dificuldade em ter acesso ao hospital.
“A função do conselho é fiscalizar e acompanhar os casos que são comunicados. Havia melhorado o atendimento, mas agora novamente aconteceu. Ontem [domingo] durante o tempo que fiquei no local, quatro gestantes foram orientadas a voltarem para casa e retornar apenas no outro dia, assim que já estivessem em trabalho de parto. Isso não existe, eles têm que acompanhar essas mulheres. Antes tínhamos mais acesso ao setor de obstetrícia, mas como, por exemplo ontem, para podermos entrar no local, foi preciso chamar a Guarda Municipal”, explicou.
Em desabafo, Berenice, conta que o parto cesariana também deve ser feito humanizado e que é preciso em alguns casos, para salvar a vida tanto do bebê quanto da mãe. Entre as alegações sobre a forma do atendimento feito com as gestantes, feitas pelo hospital, Berenice conta que são por conta da maternidade ser pequena e também pelos poucos recursos que o mesmo recebe.
“Como já disse, a mulher tem o direito de escolher o que quer, não pode ser retirado isso dela. Sei que eles recebem vários incentivos do programa Rede Cegonha”, falou.
A redação entrou em contato com o HU- UFGD, em busca de um posicionamento sobre as denúncias feitas. Por meio da assessoria de imprensa, foi encaminhado uma nota alegando que os casos denunciados em questão estão sob análise. As pacientes foram examinadas inclusive com avaliação dos batimentos cardíacos do feto e orientadas para retorno, pois não estavam em trabalho de parto.
Sobre as causas da morte do feto, o hospital conta que seria necessário um serviço de verificação de óbito, que segundo o mesmo, não existe no município de Dourados.
A nota fala ainda que o hospital está sempre à disposição do Conselho Municipal de Saúde (CMS), assim como para qualquer órgão do município e fala ainda em um equívoco e falha na comunicação entre as partes na abordagem dos fatos denunciados.
O HU-UFGD finaliza a justificativa alegando que está verificando todas as denúncias e se esforçando pela excelência no atendimento às gestantes, [veja aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/apos-denuncia-de-negligencia-a-gravidas-direcao-do-hu-diz-que-analisara-os-fatos).
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