Na tarde desta quinta-feira (23) o Cepec- Conselho de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura- da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) votou pela suspensão do calendário acadêmico, devido a greve dos servidores da instituição desde o dia 28 de maio. A definição ocorreu no auditório da unidade I da Universidade e contou com a participação de estudantes e docentes.
A votação pela suspensão contou com 15 votos a favor, um contra e uma abstenção. Na tarde de quarta-feira (22) o fato já havia sido debatido entre a reitoria, a comunidade acadêmica e os técnicos administrativos e a decisão final ocorreu nesta tarde. Para a reitora Liana Maria Calarge a medida é a melhor opção para os acadêmicos.
“É o melhor para os alunos, eles se sentem ameaçados pelos professores que não aderiram a greve e você suspendendo o calendário acadêmico, todas as ações são suspensas e isso é garantia para eles e depois de retomado, tudo será regularizado”, destaca.
A reitora cita que as aulas ministradas no período de greve devam ser retomadas quando a situação voltar ao normal e isso será ajustado junto aos profissionais.
“Quando o calendário acadêmico for retomado terá que ser discutido com esses professores a melhor forma. O certo é que deem as mesmas aulas, apliquem as provas, mas sabemos que terá que haver uma negociação”,diz.
O representante do sindicato dos docentes da UFGD, Fabio Perboni, explica que com o movimento, ainda não foi possível concluir o primeiro semestre junto aos acadêmicos e mesmo que alguns professores tenham continuado as aulas, a maioria dos alunos não estava participando.
“Praticamente 90% dos professores não estavam dando aulas então para muitos alunos que vem de fora por exemplo, não compensava vir até a faculdade. Ao voltar ainda teremos conteúdo do primeiro semestre para finalizar, penso que a suspensão garante a reposição dessas aulas e será melhor”, destaca.
Greve
No dia 28 de maio professores da UFGD iniciaram a greve e no dia seguinte, os técnicos administrativos também iniciaram o movimento.
As reivindicações dos docentes da universidade estão divididas em cinco eixos, dentre elas a defesa do caráter público da universidade que entra em discussão a terceirização, condições de trabalho por conta da falta de recursos, corte de verbas, garantia de autonomia orçamentária, reestruturação da carreira dos docentes e a valorização salarial de ativo e aposentados.
Os técnicos lutam por piso de três salários mínimos, aumento do step (acréscimo por progressão na carreira) de 2,5% para 5%, racionalização de cargos, reposicionamento de aposentados, mudança no anexo IV (ampliação da tabela de carreira), devolução do vencimento básico complementar absorvido, isonomia salarial e de benefícios, abertura imediata de concursos públicos para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira das áreas administrativas e dos Hospitais Universitários, e extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas.
Negociações
No início do mês, houve manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília por parte dos grevistas de várias regiões do país. De Dourados, representantes do Comando de Greve, também participaram do ato até o dia 17 de julho.
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Maioria dos representantes do conselho optou por suspensão do calendário (Foto: Gizele Almeida)