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NA RODOVIÁRIA

Saudade leva famílias a viajarem dias por Natal com quem ama

24 dezembro 2015 - 07h59

Em tempos de Natal muita gente aproveita para ficar mais perto da família, nem que para isso tenha que viajar por alguns quilômetros. No Terminal Rodoviário Renato Lemes Soares em Dourados, muitas histórias de expectativa e saudade se encontram, já que lá é o ponto de chegada ou partida de quem está com vontade de dar abraço apertado em alguém que está longe e aproveita a ceia natalina para isso.

A técnica em enfermagem, Soraia das Chagas, 41, está na lista de pessoas que vai matar uma longa saudade. Ela mora no Assentamento Itamaraty em Ponta Porã e passou pelo Terminal em Dourados com destino a Sinop (MT), onde moram seus pais. No ano passado a mãe dela veio à sua casa em Mato Grosso do Sul, porém o pai, ela não vê há pelo menos seis anos.

Ela veio do Rio Grande do Sul para Itamaraty quando casou. Logo depois os pais dela se mudaram para Sinop, então essa cidade ela ainda não conhece. Além da bagagem leva consigo a filha Luana Carolina Chagas Teixeira, 10, que vai conhecer com a mãe como é a cidade onde vivem os avós.

Porém, uma viagem tão longa nem sempre é fácil e tem obstáculos.

Soraia chegou a Dourados na terça-feira para embarcar com destino à cidade do Mato Grosso. Porém, trouxe apenas a cópia da Certidão de Nascimento da filha e não a original. Com isso, não aceitaram que ela embarcasse com a menina. O esposo teve que mandar do assentamento o documento as duas viajantes tiveram que dormir em Dourados e esperar para embarcar nesta quarta-feira, com tudo certinho.

Como se não bastasse o imprevisto, o ônibus que era para sair às 15h45 nesta quarta se atrasou e o embarque só aconteceu quase às 17h. Soraia e a filha chegam a Sinop por volta de 17h desta quinta, onde deve participar de uma ceia natalina regada de afeto da família. “Mesmo assim, vai valer a pena toda a espera, pois vou matar a saudade”, conta ela.

Chegar a Mato Grosso do Sul também não foi fácil para o agricultor Olímpio Neto do Amaral, 69. Ele saiu da pequena cidade de Ipiranga do Norte (MT) e seguiu com destino a Amambai (MS). Quando chegou em Campo Grande, a documentação de uma criança que estava em seu ônibus estava errada e este ficou parado na capital por, pelo menos, três horas para resolver a questão. Com isso, a viagem toda de Olímpio atrasou.

Era para ele ter chegado a Dourados para pegar um ônibus com destino a Amambai às 14h30. Porém teve que trocar pelo das 18h, devido ao atraso do veículo anterior. “Já era para estar lá, mas tudo bem. A gente espera”, conta ele. O idoso vai matar a saudade do sobrinho, irmã e outros parentes que não via há 10 anos. “Quero ficar até o dia 15 de janeiro, mas pode ser que eu volte antes. Tenho muitos parentes em Amambai”, relata.

O movimento no Terminal está cheio de pessoas e histórias como a de Soraia e Olímpio desde o dia 17 deste mês, quando um tímido fluxo começou e só foi aumentando nos dias seguintes. A rodoviária deve ficar um pouco mais cheia até o dia 15 de janeiro.

A subgerente de uma empresa instalada no terminal, Eva Ferreira da Silva conta que até o momento, o pico no fluxo de pessoas foi de segunda (21) até quarta-feira (23), por aqueles que precisam fazer viagens mais longas. Nesta quinta-feira (24), a movimentação ficará por conta das partidas apenas para cidades próximas com viagens mais curtas, e principalmente para o desembarque daqueles que vieram aproveitar o fim de ano e matar a saudade de quem está em Dourados.

Francisco Cruz é representante de vendas de uma empresa instalada no terminal (Foto: Fabiane Dorta)

Apesar da movimentação maior do que nos dias habituais, este ano menos pessoas estão viajando este ano no comparativo com o ano passado. O representante de vendas de outra empresa, Francisco Cruz, conta que perceberam até o momento uma redução de 20% a 30% da comercialização de passagens, devido à quantidade de ônibus extras que precisaram colocar para rodar. “Ano passado, a gente colocava de seis a nove carros extras por dia na semana do Natal. Este ano, o máximo que colocamos foi cinco até agora”, relata.

Outro impasse é o atraso das viagens em alguns trechos. Com a queda da ponte na BR-163 próximo a Eldorado, [relembre aqui]( http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/trecho-da-163-que-cedeu-sera-liberado-em-janeiro), foram feitas rotas alternativas. Além disso, essas vias alternativas estão com fluxo mais intenso de veículos devido ás suas condições. Com isso, algumas viagens chegam a atrasar de 2h30 a 3h.

Passageiros esperam para embarcar em Dourados (Foto: Fabiane Dorta)

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