Apesar da previsão de [que a próxima safra pode ser recorde no Estado]( http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/safra-recorde-de-soja-e-projetada-para-ano-que-vem-em-ms), divulgado pela Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul) na quarta-feira (09), a chuva de primavera dos últimos dois meses e o acumulativo já está preocupando os produtores de soja da região da grande Dourados.
O excesso de umidade pode afetar a planta de várias formas, dentre elas a falta de luz, importante para que realize a fotossíntese, segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária do Oeste, Rodrigo Arroyo Garcia. Ele disse que ainda não é possível dizer o quanto pode afetar ou o que já afetou.
“A chuva pode trazer perdas, alguns produtores já estão preocupados, até porque quanto mais chove menos luz há, com isso a planta não faz fotossíntese, outro ponto é a questão da umidade do solo dificulta a oxigenação através da raiz, quanto mais água menos oxigênio, fora a que os produtores não conseguem realizar a aplicação de fungicida e inseticida”, explica Arroyo.
O pesquisador lembra ainda que algumas doenças são favorecidas neste período e também por conta do clima, muitos produtores da região sul do Estado, optaram em realizar a pulverização aérea, por não conseguirem adentrar na plantação com máquinas.
A preocupação é pelo risco e também o impacto na produtividade que pode trazer. Para dezembro a média prevista era de 176 mm, no entanto já nos primeiros 10 dias o acumulado é de 156.0 mm, de acordo com o Guia Clima da Embrapa Agropecuária do Oeste.
“Alguns (produtores), já estão preocupados, pois com o grande volume de chuvas pode afetar e aumentar o risco de perdas. Não podemos dizer se já tem perdas é muito cedo para isso, o jeito é aguardar”, completou Rodrigo.
Segundo Arroyo, a preparação do solo faz uma grande diferença neste período de chuva, é importante sempre ter bastante palha no solo, para auxiliar no impacto. Essa prática é conhecida como manejo de solo.
A região de Dourados, conta com uma área de aproximadamente 140 mil hectares plantados, ela está na quarta posição no plantio de soja, em primeiro vem Maracaju, segundo Sidrolândia e terceiro Ponta Porã. Entre as regiões onde a chuva está mais intensa está Dourados, seguindo pelo Cone Sul, Caarapó, Laguna Carapã e Naviraí.
A colheita está prevista para iniciar na segunda quinzena de janeiro, porém se intensifica em fevereiro, só neste período será possível dizer se a safra será afetada ou não com o volume de chuvas.
Dados da Aprosoja-MS
De acordo com dados da Aprosoja-MS, a previsão de que a safra de 2015/2016 seja recorde é mediante aos 2,4 milhões de hectares de área disponibilizada para plantio, ou seja, 100 mil hectares a mais que no ciclo passado.
A previsão é que a produção supere 7,3 milhões de toneladas do grão, acréscimo de 6% frente 2014/15. Outro ponto levantado é pelos investimentos em tecnologia feito pelos produtores, que segundo a Aprosoja-MS contam muito em questão de produção. No material também é citado as condições climáticas, que foram favoráveis por conta da influência do El Ñino.
O Dourados News entrou em contato por telefone e e-mail com a Aprosoja-MS para mais informações e detalhes em relação em como esse excesso de chuvas pode atrapalhar na colheita, no entanto não teve retorno.
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O volume de chuvas dos últimos dias vem superando a média e já preocupa os produtores- Foto: Joandra Alves