Menu
Busca domingo, 07 de junho de 2020
(67) 99659-5905
DOURADOS

Cesta básica fica mais cara e pesquisa aponta possível especulação por pandemia

06 abril 2020 - 09h52Por André Bento

Pesquisa desenvolvida por acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) revela que o preço da cesta básica subiu na cidade após duas semanas de quarentena. A possível causa indicada é especulação por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Conforme o levantamento coordenado pelo economista Enrique Duarte Romero, no comparativo entre fevereiro e março houve aumento de 3,27% no valor total, somados os preços dos 13 produtos indicados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês e tomate.

“Os preços da cesta básica de fevereiro/2020 com estes produtos ficaram em R$ 413,89 o que significa 39,61% do salário mínimo que foi de R$ 1.045,00. E no mês de março de 2020, o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia maior a isso para a compra dos produtos componentes da cesta básica, que foi de R$ 427,42, o que equivale a 40,00% do salário mínimo que no mês de Fevereiro teve um reajuste correspondente a R$ 1.045,00”, detalha.

O supermercado com maior valor comercializava pelo equivalente a R$ 464,70, já o menor por R$ 397,9. Com a constatação dessa diferença de preços de R$ 66,72, os pesquisadores avaliam compensar “o sacrifício de percorrer vários estabelecimentos”.

Eles também pontuam a percepção de que a partir da implantação da quarentena devido à pandemia do novo coronavírus, alguns produtos já tiveram um aumento. “Temos um aumento de preços que neste momento acreditamos é fruto da especulação, porque não tem problema de transporte e nem aumento da demanda”, pondera a publicação.

Foi identificado aumento de preço em sete produtos que compõem a cesta básica em Dourados. O tomate subiu 18,58%, a manteiga 14,20%, a banana 13,20%, o feijão 10,17%, o café em pó 9,65%, a farinha de trigo 0,24% e a carne 0,22%. Nos casos do tomate, da manteiga e da banana, foi o segundo mês consecutivo de alta.

Em contraponto, a pesquisa mostrou que seis produtos ficaram mais baratos entre fevereiro e março. A batata teve queda de 5,91%, o arroz de 1,51%, o leite de 1,36%, o açúcar de 0,79%, o pão francês de 0,58% e o óleo de soja de 0,53%.

“O que chamou a atenção foi o comportamento do pão francês cuja principal matéria-prima, a farinha de trigo, que é importada continua com uma estabilidade apesar da valorização do dólar”, destacaram os pesquisadores. 

Com base em trecho da Constituição Federal de 1988 segundo o qual o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, os pesquisadores da UFGD concluíram que em fevereiro trabalhadores douradenses tiveram que laborar por 87 horas e 8 minutos para comprar uma cesta básica. Em março esse tempo passou para 89 horas e 59 minutos, o que representa perda do poder de compra do salário.

Deixe seu Comentário

Leia Também

FAMOSOS
Filho de Flávio Migliaccio desabafa sobre morte do pai
CLIMA
Em sábado frio, temperatura não passou dos 20°C em Dourados
COM PREMIAÇÃO
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul selecionará 150 projetos
MEIO AMBIENTE
Prevenção e combate a incêndios florestais em MS envolverá setor público e privado
SIDROLÂNDIA
Homem que estava desaparecido é encontrado morto sem as orelhas em açude
BRASIL
Prefeito de Santa Quitéria do Maranhão morre por Covid-19
BRASIL
Estudo defende aprimoramento de norma que avalia endividamento público
CAPITAL
Vítima salta de porta-malas com carro em movimento para fugir de bandidos
BRASIL
Bolsonaro defende divulgação atrasada e parcial de dados
SAÚDE
CCZ notifica seis pessoas para limpar quintal neste sábado, em Dourados

Mais Lidas

PANDEMIA
Dourados bate novo recorde e se aproxima de 500 casos de coronavírus
DOURADOS
Suspeito de apontar arma na cabeça de motoboy para roubar veículo é apreendido
DOURADOS
Polícia descobre central que abastecia “bocas de fumo” e prende traficante
PANDEMIA
“Há projeções de que o pior está por vir”, diz secretário após apresentar números da Covid