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CCZ de Dourados inicia triagem do transmissor de leishmaniose

17 fevereiro 2011 - 16h34

Diante dos casos de leishmaniose visceral canina registrados em Dourados, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, iniciou terça-feira (15) o trabalho de triagem e identificação do vetor responsável pela transmissão da doença. Para isso estão sendo instaladas armadilhas luminosas, tipo CDC, em residências com animais infectados. O objetivo é monitorar o desenvolvimento do inseto transmissor da doença, o mosquito flebotomíneo.

As armadilhas são instaladas no início da noite e retiradas ao amanhecer, durante três dias consecutivos na mesma residência. “Temos as casas pré-estabelecidas. No fim da tarde instalamos e no outro dia cedo retiramos a armadilha, fazemos a raspagem e coletamos os insetos capturados. A partir daí fazemos a triagem e a identificação do inseto”, esclarece Jalmir da Silva Ferreira Junior, biólogo do CCZ e responsável pelo trabalho no município.

Como será realizada em diversos pontos de Dourados, a instalação das armadilhas deve durar pouco mais de um mês. Já o procedimento de triagem e identificação vai ser feito em dois meses. A identificação é fundamental para determinar o controle da doença. A preocupação, é que além dos cães, o ser humano também pode ser infectado.

Uma das ações de extermínio do mosquito é a pulverização de inseticidas em todas as áreas da residência. “Esta é uma forma eficaz contra o flebotomíneo, contudo é prejudicial à saúde do ser humano e até de outros animais e insetos inofensivos da residência. Esta medida é adotada apenas em último caso, pois diferente do fumacê, que é feito na rua, a aplicação de inseticida é dentro das casas”, explica o biólogo.

Assim como a dengue, a prevenção da doença depende da população, já que o inseto se prolifera em lixos orgânicos. Para evitar a infestação do flebotomíneo, a população deve ficar atenta à higiene de quintal e área onde o animal permanece.

“É preciso manter limpo o local em que o cão é mantido e principalmente quem tem galinheiro e chiqueiro, pois o inseto se alimenta do sangue destes animais. Quintais com árvores frutíferas exigem muita atenção, pois frutas como manga, abacate, goiaba, que caem e ficam no chão apodrecendo, são atrativos para o transmissor da leishmaniose, assim como as folhas. Tudo o que é lixo orgânico é propício para o desenvolvimento do inseto”, explica Jalmir.

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