O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Dourados vem realizando em ações intensificando o combate à Leishmaniose em diversos bairros da cidade desde o mês passado. As atividades envolvem abertura de inquéritos para a identificação de cães com a doença através da coleta de sangue.
No mês de maio, foram enviados para o Laboratório Central (LACEN) de Campo Grande, onde é feito os exames, 181 amostras de sangue coletados de cães e outras 124 amostras neste mês de junho de animais de rua e domésticos dos bairros Jóquei Clube, Parque das Nações II, Vila São Brás, Estrela Verá, Vila Valderez e Canaãs 3 e 4. Do total, 10 deles estavam infectados com a doença.
Segundo a coordenadora do CCZ, bióloga Magda Fernandes, quando é confirmada a doença em algum animal, a equipe retorna na residência para o recolhimento do cão e eutanásia. “A idéia é fazer a ação em todos os bairros de Dourados. Esta etapa se iniciou pelos locais onde apareceram mais casos da doença no ano passado”, explicou.
Magda lembrou que em Dourados não há casos de Leishmaniose em humanos, sendo que dois deles apareceram em crianças indígenas importados da aldeia Piraquá, de Antônio João. De acordo com a bióloga, um dos principais motivos que levam a uma epidemia da doença é o aumento significativo do número de cães soltos nas ruas, que são abandonados pelos donos.
O Código de Postura do Município prevê multa de R$ 35,00 para o dono do animal e a apreensão do cão que estiver solto na rua. O animal recolhido pelo CCZ é levado a leilão ou doado à instituição filantrópica de pessoa jurídica. O CCZ disponibiliza o disque denúncia (0800-647-7752) para a população ligar denunciando os casos de cães suspeitos com a doença. A equipe recolhe o animal que passa por uma triagem. Quando há sintomas da doença, o cão é isolado, há verificação do material coletado para diagnóstico e, se confirmada a Leishmaniose, a eutanásia é aplicada.
No período de 2003 a 2006, de 3.319 amostras de sangue de cães da cidade, 85 deram positivo para Leishmaniose. Magda recomenda que os cachorros sejam imunizados com a vacina Leishmune, disponível ainda apenas em clínicas particulares. Outro método é a coleira repelente contra o mosquito ebótomo.
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