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Capital ressente caos na saúde em Dourados, diz Secretário

11 abril 2008 - 06h43

O secretário de Saúde de Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta, disse esta manhã, durante entrevista ao programa Tribuna Livre, da FM Capital, que o sistema de saúde da Capital está sobrecarregado. “Sentimos a semi-paralisação de Dourados e isso sobrecarrega a UTI e hospitais da Capital para atendimentos básicos”, afirma.

Segundo o secretário, o maior gargalo é quanto aos leitos de alta tecnologia e atendimento de neurocirurgia, que ficou concentrado na Santa Casa. “A Santa Casa é o único hospital a atender neurocirurgia em Mato Grosso do Sul, o que necessita uma ação rápida ação do Estado de Mato Grosso do Sul para recompor o atendimento na região de Dourados”, disse.

Mandetta disse que aumentaram muito os casos de traumas ligados ao trânsito, relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas e o aumento da frota de motocicletas. Além da demanda do segundo maior município de Dourados, a Santa Casa também atende outros municípios do interior do Estado e até mesmo demanda de estados como Acre, Rondônia e Mato Grosso, além de pacientes da Bolívia e do Paraguai.

No dia 1º de abril o governador André Puccinelli foi a Dourados para fazer a entrega de R$ 1,456 milhão para a rede de saúde pública, após vários meses de depósito de repasses em juízo. O colapso na saúda de Dourados teve início no fim do ano passado quando a prefeitura do município acionou o governo na Justiça cobrando um crédito e em resposta o governo começo a depositar os valores de repasses em juízo.

Especialidades – Mandetta também falou sobre a dificuldade da Saúde para contratar médicos especialistas, principalmente pediatras. Ele disse que a situação ocorre em todo o País e tomou como exemplo o Rio de Janeiro, onde ocorre uma epidemia de dengue que tem vitimado principalmente as crianças. O Estado precisou conclamar profissionais de outras regiões para ajuda-lo a conter o avanço da doença. Campo Grande já enviou médicos para lá.

Para Mandetta, é preciso que o governo reflita a política de educação em saúde. Ele acredita que se trate de uma questão de mercado. “O profissional foi muito mal remunerado. A indústria do embelezamento remunera bem”, disse. Para ele, a remuneração precisa melhorar para que outras áreas se tornem mais atrativas. Historicamente a rede pública tem dificuldades de preencher vagas, principalmente as de pediatras.


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