O projeto "Não Jogue com a Vida" desenvolvido pela Prefeitura de Dourados, por meio da Secretaria de Assistência Social e com parcerias da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e Unigran, segue durante todo o mês de setembro. Nesta segunda-feira, dia 18 de setembro, haverá uma palestra seguida de caminhada no Cras (Centro de Referência da Assistência Social) de Vila Vargas.
O objetivo das ações do projeto estruturado pela secretária de Assistência Social, Ledi Ferla, a pedido da prefeita Délia Razuk é a prevenção e combate ao suicídio.
A atividade em Vila Vargas terá início às 13h30 e haverá abordagem do tema por Sandro Toledo. Após isso, a caminhada é iniciada em frente ao Cras e segue até a unidade de saúde local.
Marcela Catelã da Silva, coordenadora pedagoga da Semas, cita que o intuito da ação diferenciada é impactar a população sobre o tema.
"Vamos às ruas para levar esse alerta. Pessoas com comportamentos depressivos precisam de ajuda e muitas vezes quem está ao redor não sabe lidar com a situação, é preciso desse debate", diz.
A coordenadora conta que os participantes do Cras e seus familiares levarão faixas e cartazes às ruas. A caminhada é aberta a participação da comunidade e quem preferir também poderá acompanhar de bicicleta.
Ledi Ferla destaca que a ação "é um diálogo fundamental com a sociedade com abordagem aos grupos de risco e com um alcance muito positivo, já que tem abrangido os participantes das nove unidades do Cras que cobrem 20 territórios no município de Dourados".
O projeto já ocorreu no Cras Central e no Cras Indígena e seguirá no mês de setembro com atividades nos Cras Cachoeirinha, Parque do Lago II e Jóquei Clube.
Setembro é o mês que marca a prevenção neste âmbito, pois foi instituído em 2003, o dia 10 deste mês como ‘Dia Mundial de Combate ao Suicídio’.
Segundo dados do CVV (Centro de Valorização da Vida), em média 25 brasileiros se suicidam por dia e de cada 30 pessoas, cinco já pensaram em se matar. No mundo, ocorre um suicídio a cada 40 segundos, totalizando um milhão de mortes por ano, sendo que as tentativas ultrapassam 10 milhões. As mortes tem maior incidência entre homens, embora as tentativas sejam mais do universo feminino.
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