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MS-156

Bloqueio de indígenas segue por tempo indeterminado

30 julho 2014 - 11h52

Os educadores indígenas cumpriram a ameaça feita caso o prefeito Murilo Zauith (PSB) não atendesse a comissão de negociação para tratar de assuntos sobre a greve na educação e na manhã de hoje bloquearam com pedaços de madeira a MS-156. O bloqueio segundo lideranças indígenas será por tempo indeterminado.

O Dourados News esteve no local e conversou com a professora Neusa Meireles Quirino, que informou que as reivindicações não são só pela questão salarial, mas também pela infraestrutura das escolas indígenas visto que há mais de 600 alunos fora da sala de aula e 250 deles estudando no município de Itaporã. “As escolas indígenas estão superlotadas com mais de 50 alunos por sala e as estradas para se chegar ao local estão em péssimas condições de uso”, disse Neusa.

Apenas veículos de emergência são liberados e a via está sendo bloqueada nos dois trajetos. O bloqueio será por tempo indeterminado, podendo haver desbloqueio a qualquer momento, mas os professores acreditam que pelo menos até a fim seja mantido.

Valdemir Gasparini, 58 anos está transportando uma carga de milho de Xaxim-SC para Maracaju-MS e foi surpreendido com o bloqueio. Gasparini disse ao Dourados News que a maior dificuldade é que eles não foram informados sobre nenhum desvio que poderia ser feito e ele tem prazo pra entregar a carga. “A pressa é de voltar pra casa em Santa Catarina para encontrar meu filho”.

De acordo com a secretaria de educação Marinisa Mizoguchi, ela não foi informada sobre o bloqueio, mas disse que o prefeito Murilo Zawuit já esteve na segunda-feira (28) conversando com lideranças indígenas e que a prefeitura não tem como aceitar as propostas deles agora. “Todas essas propostas demanda tempo, e o orçamento do município não pode ser ultrapassado porque então ficaríamos trabalhando fora da lei orçamentária”, finalizou.

Os motoristas estão parados na MS-156 sem terem o que fazer a não ser esperar uma solução ou tentar um desvio por outra rodovia. Ademir Alves Passos de 42 anos é de Dourados e precisa passar pela via para buscar uma carga no distrito de Carumbé, município de Itaporã.

Julio Constâncio é natural de Ribeirão Preto e está se mudando para Dourados com a mulher que trabalha na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e disse que nunca passou por uma situação destas.

“Só queria ir pescar no Rio Brilhante, mas o jeito é voltar pra casa, buscar a mulher no trabalho e decidirmos outro tipo de lazer, porque acho que este impasse vai demorar”, disse.

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