O secretario de Educação, Antônio Carlos Biffi, esteve reunido hoje pela manhã com o grupo de professores do CES-Centro de Estudos Supletivos de Dourados, quando foram discutidas as mudanças no Ensino Supletivo no Mato Grosso do Sul.
Participaram também desta reunião a presidente do Conselho Estadual de Educação Vera Lúcia de Lima e o Secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, entre outros convidados.
O Conselho Estadual de Educação publicou no dia 13 de junho deste ano a Deliberação 6220, que fixa normas para Cursos de Educação de Jovens e Adultos e revoga a Deliberação 5306, de 1998, que não exigia dos alunos freqüência às aulas e permitia a eliminação de disciplinas. Pelas normais atuais, os novos Cursos de Educação de Jovens e Adultos, nas etapas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, estão organizados em fases com carga horária e freqüência mínimas obrigatórias, e são ofertados sob forma presencial, através de projetos. O aluno tem que freqüentar, pelo menos 80% das 600 horas de cada fase em que estiver classificado.
Segundo a diretora do Centro de Estudos Supletivo (CES), Rosemeire Peres Pichinim, a falta de informação e planejamento nas reformas do novo Curso de Educação tem gerado dúvida, insegurança e um clima de apreensão entre alunos, professores, diretores e proprietários de escolas.
“Se a Deliberação for seguida ao pé da letra, vamos ver novamente alunos sendo excluídos do sistema e adiando o sonho de conclusão do Ensino Médio e Fundamental”, defendeu Rosemeire Pichinim.
Completando, ela disse que dos 2.333 alunos do CES, 99% não têm condições de freqüentar regularmente as aulas, explicando que a maioria é pai de família, e que abandonaram os estudos porque tiveram que assumir o sustento da casa.
Durante a reunião, os professores entregaram ao secretário Biffi, um abaixo-assinado com três mil assinaturas e moções de apoio de diversos segmentos sociais organizados de Dourados, reivindicando posições mais favoráveis aos freqüentadores do Ensino Supletivo.
O secretário de Estado de Educação, Antonio Carlos Biffi, admite que essas mudanças podem trazer problemas referentes ao sistema, tanto na área administrativa quanto à política educacional. “Vamos buscar uma solução imediata para que os alunos não sejam prejudicados. A decisão será tomada no coletivo, envolvendo as escolas de supletivos de Dourados e Campo Grande, e poderá até ser provisória, para depois voltar a discutir as regras em outro momento”, afirma Biffi.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Uma igreja como nunca se viu

Nelsinho Trad conduz debate do acordo Mercosul-União Europeia e quer garantir benefícios para MS

Idoso de 71 anos segue desaparecido em Dourados

Levantamento identifica 173 vítimas de deepfakes sexuais em escolas

Homem é preso por descumprir medida protetiva e furtar familiares para comprar drogas

Mato Grosso do Sul abre 1.254 novas empresas em janeiro e mantém ritmo positivo de crescimento

Filho é preso por descumprir medidas protetivas e ameaçar a própria mãe idosa

Sicredi Centro-Sul MS/BA inicia ciclo 2026 de habilitações dos programas educacionais

Ex-padrasto é preso suspeito de tentar estuprar jovem de 18 anos

Morre Graciela Chamorro, pesquisadora referência na preservação da cultura Kaiowá e Guarani
Mais Lidas

Acusado de série de furtos, 'Microfone' ganha liberdade sem passar por audiência de custódia

Autoridades divergem sobre cobrança de tarifa de água após implantação de rede nas aldeias

Com sensação térmica nas alturas, Dourados entra em alerta de chuvas intensas
