Em assembleia realizada na tarde de ontem (22) pelos bancários em todo país, foi confirmada a expectativa de desacordo e a paralisação da categoria deve começar já na próxima terça-feira. O Sindicato dos Bancários rejeitaram a proposta de reajuste apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de 7,8% e resolveram entrar em greve para reivindicar reajuste de 12,8% (inflação do período mais aumento real de 5%). Estão em atividade cerca de 480 mil bancários em todo país.
Em Dourados, a assembleia foi realizada na sede do Sindicato, com a presença de toda a diretoria. Com 88% dos votos favoráveis a deflagração da greve, a estratégia da paralisação dos bancários da região devem começar a ser organizada na segunda-feira.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Dourados, Raul Lídio Verão, lembra que os bancos são os setores da economia que mais lucram no Brasil, deixando para trás o petróleo, minério, entre outros.
“E banco é concessão pública e não podemos nos esquecer disso. O Banco do Brasil, o Itaú, o Bradesco e quando se tem essa concessão, e isso está assegurado por Lei, essa instituição tem que prestar um serviço de qualidade à população”, define Verão.
Entre as reivindicações que consta na pasta dos sindicalistas, chama a atenção um item proposto há seis anos. A ampliação no tempo de atendimento aos cidadãos.
“Isso interessa somente ao bancário ou interessa a população o banco abrir oito horas da manhã. Achamos que isso é perfeitamente possível”, explica o presidente do Sindicato. Com a ampliação do horário de atendimento, o turno se dividiria em dois. Consequentemente necessitaria da criação de mais empregos nas agências.
O presidente espera que a greve possa trazer os resultados esperados, e acredita na força da categoria. “Greve, você sabe como entra, mas não sabe como vai sair. Agora, o que nos dá as condições de entrar em greve e sermos atendidos é a nossa organização e a Fenaban sabe disso”, explica Verão. Ele lembrou também que no primeiro semestre deste ano, o lucro líquido do Banco do Brasil registrado passou dos R$ 6 bilhões.
“Para quem tem esse tipo de lucro, é perfeitamente possível atender nossas reivindicações, e olha que não estamos pedindo nada descabido”, complementa Raul Lídio.
###### (Fonte: Agora MS)
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Raul Lídio Verão, presidente do sindicato de Dourados, diz que os bancos podem perfeitamente atender as reivindicações, e que a categoria não está pedindo nada impossível. Foto: Wender Carbonari/Agora MS