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PARALISAÇÃO

Bancários de Dourados e Região aprovam greve a partir do dia 30

25 setembro 2014 - 21h46

Assessoria

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 25, na sede do Sindicato dos Bancários em Dourados, a categoria rejeitou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e aprovou greve por tempo indeterminado a partir da meia noite de terça-feira, 30 de setembro. Os trabalhadores apreciaram as propostas da Fenaban, Caixa, e Banco do Brasil.

A proposta dos bancos de reajuste de 7% sobre todas as verbas, e 7,5% sobre o piso, e foi rejeitada pela maioria absoluta dos bancários presentes (recebeu apenas três votos favoráveis). As reivindicações sobre emprego, saúde, condições de trabalho, fim das metas abusivas, assédio moral, segurança bancária e igualdade de oportunidades foram ignoradas pelos bancos.

“Os bancos podem resolver a campanha salarial na mesa de negociação. O que falta é boa vontade. As empresas têm lucros extraordinários, em 2013 foram quase R$ 60 bilhões e, só no primeiro semestre de 2014, Bradesco, Itaú e Santander, lucraram juntos R$ 19,7 bilhões. No entanto, ambos fecharam 3.686 postos de trabalho no mesmo período, andando na contramão da economia brasileira que nos primeiros seis meses do ano gerou 588,6 mil novos empregos com carteira assinada", disse o presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região, Janes Estigarribia.

A aprovação da greve segue orientação do Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, que avaliou como "insuficientes" as propostas da Fenaban e dos bancos públicos. Os bancários reivindicam 12,5% de reajuste, piso de R$ 2.979,25 e aumento maior para os vales refeição, alimentação e auxílio-creche/babá. E sem solução para essas outras questões fundamentais, como o fim das dispensas imotivadas, da cobrança por metas, ampliação dos itens do projeto piloto de segurança para todo o Brasil, e igualdade de oportunidades na ascensão profissional, os bancários decidiram parar.

Agora, aprovada a paralisação, na segunda-feira, 29, uma nova assembleia será realizada, às 18h, para avaliar uma nova proposta, caso os bancos venham a apresentá-la, ou organizar a paralisação. “Temos obrigação de respeitar todos os prazos da lei e, é o que estamos fazendo, para que os bancários possam exercer seu direito de greve sem serem ameaçados com demissões, por exemplo”, finalizou Estigarribia.

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