Como forma de despertar as mulheres para denunciar agressões sofridas, uma audiência pública sobre violência foi realizada na noite desta quinta-feira (20) na Câmara Municipal e contou com a presença de várias autoridades policiais, movimentos sociais e mulheres. De acordo com a vereadora Virgínia Magrini, o intuito é fazer com que elas tenham coragem de denunciar as agressões que sofrem ou já sofreram.
"Hoje é um movimento a nível nacional, de Brasil, para despertar as mulheres para a denúncia essas agressões sofridas e também para que as autoridades possam dar mais proteção, principalmente na questão pós denúncia, porque hoje a mulher fica desamparada”, contou a vereadora.
Na audiência, as várias formas de violências foram abordadas.
As agressões não afetam apenas as mulheres como também toda a família. A vereadora disse ainda que estão sendo analisadas um outro canal de denúncias como, por exemplo, de forma que a própria casa de leis tenha um espaço para que também receba essas denúncias.
"Aqui buscamos, uma delegacia 24hs, com um local para fazer exames e ainda a volta da casa abrigo. Muitas não denunciam por medo e porque tem que voltar para casa depois da denúncia, sendo que em muitos dos casos elas acabam retirando a queixa ou voltam a ser agredidas", conta Virgínia.
De acordo com dados da Delegacia da Mulher da cidade, só no primeiro semestre desse ano foram registradas 814 ocorrências. Já em 2014, ao todo foram 1.660, sendo que neste mesmo período 856 ocorrências foram registradas. Em relação a inquéritos policias que foram instaurados no ano passado ao total são 1.198.
"Cada caso é um caso, mas as mulheres estão mais conscientes e procuram denunciar, porém só quando a situação está insustentável. Elas chegam humilhadas, envergonhadas e se sentem culpadas pelas agressões nesse momento é bem complicado de conseguirmos de fato saber o que aconteceu”, disse a delegada Rozeli Dolor Galego.
Entre as vítimas estão na grande maioria as que realizam dupla ou tripla jornada de trabalho. Assim como a bebida é a grande vilã para que as mulheres sejam violentadas.
"A grande maioria são mulheres que tem tripla jornada de trabalho e em muitos dos casos elas que sustentam o lar. Entre os casos os mais comuns são ameaça, injuria. Lesão corporal e vias de fato", disse a delegada.
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A audiência aconteceu por volta das 19h30 na casa de leis - Foto: Joandra Alves