No sábado passado (12), por proposição do vereador Elias Ishy (PT), foi realizada na Câmara de Vereadores de Dourados a Audiência Pública tratando do tema "Educação especial na perspectiva da educação inclusiva". Mais de 250 pessoas estiveram presentes, entre professores, representantes de entidades como APAE e Pestalozzi, e comunidade em geral, acompanhando as discussões e apresentação de temas relevantes.
O vereador Elias Ishy explicou que a inclusão de pessoas portadoras de deficiência na educação regular deve ser realizada o mais rápido possível, porém de forma gradativa e consciente, com a participação da sociedade e do poder executivo.
"Temos a consciência que hoje as escolas não estão preparadas para receber esses alunos especiais, os professores estão se capacitando, mas mesmo assim o caminho a se trilhar ainda é longo; não basta matricular o aluno na rede regular; é preciso que o professor, as dependências físicas das escolas e toda a comunidade escolar estejam preparados para receber este aluno", completou o vereador.
Segundo a professora Doutora Marilda Moraes Bruno (UFGD), as escolas devem formar profissionais, garantir acessibilidade e adquirir materiais específicos para estes alunos. "É necessário formar uma rede de atendimento e serviços voltados ao aluno especial; e temos a necessidade de preparar os professores para receber os alunos com deficiência, conforme determina a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes Básicas da Educação Nacional; as escolas se tornarão aptas a receber os alunos e as instituições que já existem, como APAE e Pestalozzi, que realizam importante trabalho e serão parceiras nesse processo", disse a doutora.
A professora Doutora Amélia Leite de Almeida (UEMS) disse ainda que é natural, quando existem mudanças, haver resistência de parcela da população. "Tudo que é novo gera desconfiança, as mães tem dúvidas se os filhos ficarão bem, se a escola terá recursos materiais e físicos, se os profissionais como médicos, fisioterapeutas e psicólogas estarão a disposição, mas é certo que o processo ajuda na socialização e na inclusão dos portadores de necessidades na sociedade", finalizou a professora.
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