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DOURADOS

Atraso de R$ 7 milhões pode "parar" UTI do Hospital da Vida

12 novembro 2020 - 17h05Por Da redação

A UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital da Vida, unidade porta de entrada do SUS (Sistema Único de Saúde) que atende além de Dourados, mais de 30 municípios do interior de Mato Grosso do Sul, corre riscos de interrupção caso perdure a situação de atrasos de repasses por parte da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados).

A denúncia desta situação foi feita ao Dourados News, na tarde desta quinta-feira (12/11). Nela, é apontado que o total de recursos financeiros não repassados em 2020 soma mais de R$ 7 milhões.

Conforme o relatado, o pagamento da folha salarial, inclusive de médicos e fornecedores de alimentos, manutenção, medicamentos e lavanderia tem sido afetados. 

Os atrasos nos repasses financeiros, correspondentes a cerca de R$ 1 milhão mensais aconteceram entre março e setembro, segundo o denunciante. No mês de outubro, o repasse ocorreu, porém, sem quitar os débitos atrasados. 

“Existe ameaça recorrente dos prestadores, como parar de fornecer a marmita, bem como os fornecedores de medicamentos, o que tem sido negociado, contornado até o momento. No entanto, inúmeros fornecedores de materiais e medicamentos do país já não atendem mais pedidos de medicamentos e insumos da UTI do HV”, disse um colaborador da empresa que preferiu não se identificar. 

Diante do quadro, existe o receio de ocorrer paralisação nos serviços da UTI, com consequente impacto à saúde pública, fator motivado ainda, conforme o denunciante, pelo fato de que a Funsaud diz não ter previsão de regularizar a situação. 

“É possível que os fornecedores de materiais e medicamentos que ainda atendem bloqueiem o fornecimento à terceirizada e então também comecem a parar também os segmentos como a lavanderia e sem roupas, sem enxovais, o serviço não flui, sem alimentação para os funcionários e pacientes, as consequências podem ser da paralisação dos serviços e  descontentamento da equipe”, disse. 

O OUTRO LADO

Funsaud assume dívida, rebate tempo dos valores e diz que situação mudará 

A Funsaud se posicionou via email, sobre a denúncia relatada ao Dourados News, sobre o déficit de repasses financeiros, apontado em R$ 7 milhões, bem como o fato de que corresponderiam ao período de sete meses sem recebimentos. 

A Fundação nega que tenha ficado este período (sete meses, entre março a setembro, como apontado na denúncia) sem efetuar os pagamentos a Intesicare, porém, confirma a existência da dívida de R$ 7 milhões. 

A justificativa da mesma é  que “o mencionado valor de 7 milhões refere-se a somatória de dois parcelamentos anteriores ao ano de 2020 e algumas parcelas do ano corrente, contendo neste valor parcelas a vencer que não se encontram em atraso”. 

A Fundação aponta ainda que a dívida é motivada por escassez de recursos financeiros, o que deve ser resolvido diante de aprovação da lei orçamentária anual da prefeitura, na Câmara Municipal e posterior gestão do Executivo, com ênfase no fato que após a intervenção do Executivo na entidade, ficou constatado que os recursos são insuficientes para sua manutenção, desta forma foi solicitado um aumento nos recursos referente ao contrato de gestão e em atendimento a esta demanda foi proposto o aumento de recursos. 

 “Os débitos são frutos da insuficiência de recursos que a entidade recebe, o que deve ser resolvido no ano de 2021, em razão do aumento do contrato de gestão, inclusive a aprovação da lei orçamentária anual da prefeitura na qual prevê esse aumento acontecerá amanhã (13) na câmara municipal”, diz trecho da nota. 
A instituição afirma ainda desconhecer que os atrasos venham impactando negativamente nos serviços, pelo fato de que “está em constante contato com o gerente atual da unidade na cidade e tal informação não foi repassada oficialmente”.

Sobre os repasses de 2020, o esclarecimento da Funsaud é que somente neste ano foram realizados pagamentos de cerca de R$ 9 milhões à prestadora de serviços, sendo estes efetuados entre janeiro a junho, sem repasses em julho e agosto, com novo repasse feitos em setembro e outubro, os quais totalizaram: R$ 9.443.404.97. 

Outros impasses 

A saúde do município vem enfrentando problemas similares a este como o Dourados News mostrou nesta terça-feira (10). Protesto de dezenas de funcionários ligados à Funsaud ocorreu em frente sede da Secretaria Municipal de Saúde da cidade. 

Entre os principais motivos do ato, um suposto corte de 20% na taxa adicional por insalubridade, sendo que dos funcionários do setor de higienização foi retirado todo o valor de insalubridade que era recebido, segundo os protestantes. 

Na mesma data, a Fundação se manifestou por meio de nota à imprensa e apontou que a redução no pagamento da taxa de insalubridade havia sido fruto de um erro provocado por um processo de inspeção seguido de alterações no sistema. 
 

Matéria editada às 18h05 para acréscimo de posicionamento da Funsaud. 

 

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