Nesta terça-feira (15), às 07:30h, os técnicos-administrativos e docentes em greve da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) realizarão um ato na reitoria na Universidade em busca de pressionar retorno do governo federal para a paralisação que já dura mais de 100 dias. O movimento denominado como “Ato pela Democratização das Universidades” destacará uma das reivindicações da categoria que é um processo eleitoral paritário nas instituições.
A ação contará com um café da manhã para os participantes que com faixas e cartazes irão expor as solicitações da categoria. De acordo com Stela Zanchet, integrante do comando de greve, os técnicos-administrativos ressaltarão a pauta da democratização nas eleições nas universidades que é nacional, pois na maioria das instituições do país os votos são somados com ‘pesos’ diferentes e esse processo precisa de mudanças para ser mais igualitário.
“Na UFGD já temos implantado o sistema de paridade, no qual o voto dos professores, dos técnicos e dos alunos tem o mesmo peso, mas na maioria das universidades do país isso não acontece e o voto dos professores vale bem mais. Esse fato precisa ser mudado, é uma das reivindicações da categoria e essa alteração torna a eleição de diretores e gestores mais democrática”, disse.
Os grevistas tem realizado várias ações para impactar a sociedade e o governo para se atentarem as buscas da categoria. Já houveram [manifestações na reitoria]( http://www.douradosnews.com.br/dourados/tecnicos-administrativos-em-greve-velam-educacao-em-reitoria-da-ufgd) [e na Praça Antonio João]( http://www.douradosnews.com.br/dourados/em-greve-servidores-distribuirao-bananas-em-praca). Entre as reivindicações da categoria estão, o reajuste salarial de 27.3%, cálculo feito pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) baseado nos últimos cinco anos, o reposicionamento dos aposentados e pensionistas na categoria, jornada de trabalho de 30 horas semanais, piso mínimo de três salários mínimos para os iniciantes na carreira entre outros.
De acordo com a integrante, a categoria enviou uma contraproposta para o governo federal na qual pede mudança na oferta do aumento 4.5% para os próximos anos, para aumento de 9.5% em 2016 e 5% em 2017. Ela cita que há a perspectiva de que a situação seja solucionada até a próxima semana e que acredita que as pautas que não envolvem recursos financeiros obtenham mais sucesso.
“Temos essa expectativa de a greve acabar nos próximos dias mas, sabemos que esse aumento que solicitamos pode não ser atendido e acreditamos que as outras questões como o processo eleitoral e plano de carreira tenham a atenção devida”, destacou.
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Grevistas solicitam retorno para paralisação que já dura mais de 100 dias (Foto: Joandra Alves)