Durante reunião na manhã desta quinta-feira (20) na Secretaria de Educação entre integrantes da AGLTD (Associação de Gays, Lésbicas e Transgêneros de Dourados), com vários órgãos de segurança da cidade, a associação cobrou mais segurança para as travestis que atuam como profissionais do sexo, nas ruas de Dourados. De acordo com a presidente da associação local, Cláudia Assumpção, entre as preocupações estão a brutalidade em que acontecem os crimes, Recentemente dois casos de homicídio ocorreram na cidade.
“A nossa maior preocupação é com a onda de violência e os crimes bárbaros cometidos contra as travestis. A nossa busca aqui é para chamar a atenção para os casos e para dar mais agilidades nos processos e que os culpados fiquem presos”, disse Cláudia.
A presidente se refere aos dois assassinatos de que foram cometidos [um no dia 23 de junho](http://www.douradosnews.com.br/dourados/travesti-e-morta-no-centro-de-dourados) e outro [no dia 17 de julho deste ano]( http://www.douradosnews.com.br/dourados/garagista-e-preso-apos-assassinar-travesti-em-dourados-com-5-tiros) . Ela disse pediu ainda mais agilidade nos casos envolvendo crimes cometidos contra a classe.
“Nem todas as travestis são bandidas, assaltantes sei que tem como em toda a classe, mas não podemos generalizar. Muitas estão trabalhando na prostituição por que não tem outra opção, nem todas gostam de se prostituir”, conta Cláudia.
Segundo Cristiane Stefanny, coordenadora da ATMS (Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul) e da Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais), as reivindicações são para que os órgãos de segurança estejam mais atentos aos casos e realizem rondas frequentes, assim como a possibilidade de blitze educativas.
“Eu pedi para a Cláudia fazer essa reunião para sensibilizar e também sanar as falhas, trazer um policiamento mais ostensivo, a possibilidade de blitze educativas com conselhos de segurança, para que não cometam pequenos delitos, se envolvam em confusões entre outras orientações. Assim como sensibilizar ambos os lados. A polícia, que trabalha de forma preventiva, e as profissionais que trabalham nas ruas”, pontuou.
Ela disse ainda que a preocupação é no fato dos casos que aconteceram em Dourados, não estão distantes da realidade vivida por muitas em outras regiões do país, e que isso deve ser investigado e merece atenção até porque sempre os acusados alegam que mataram por que confundiram com uma mulher ou que estavam sendo roubados por conta de não aceitarem mais o programa.
De acordo com a investigadora da Polícia Civil, Eliane Conrado, que participou da reunião houve uma redução em crimes de homicídios no geral e no momento não há nenhum parado em relação aos casos das travestis.
“Quero deixar claro que a Polícia Civil trabalha para reduzir a questão de homicídios e tem evoluído. Ambos os autores estão detidos e não tem nenhum caso envolvendo travesti parado”, comentou a policial.
Já a Polícia Militar disse que estarão auxiliando e também juntamente com a associação desenvolver e realizar blitze educativas, para orientar as profissionais que atuam nas ruas. E que há uma matéria no curso de formação da PM, sobre como deve ser o tratamento relacionado aos transgêneros.
“Nós vamos atender as reivindicações da associação, vamos depois conversar com a Cláudia e elaborar matérias educativos e depois desenvolver essas fiscalizações para orientar principalmente as profissionais como cuidados com a segurança e informações sobre crimes. Vamos planejar como fazer elas”, disse Everton Antônio Rozeni, subcomandante da Polícia Militar de Dourados que participou do encontro.
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Cristiane Stefanny, disse ainda que a preocupação é no fato dos casos que aconteceram em Dourados, não estão distantes da realidade vivida por muitas em outras regiões do país- Foto: Rodrigo Bossolani