Após análises laboratoriais, o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública) confirmou que a morte da criança indígena de 12 anos, registrada em 3 de abril no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), foi em decorrência da Chikungunya.
Com isso, a mais populosa cidade do interior sul-mato-grossense soma agora 12 óbitos - 10 de moradores da Reserva Indígena e dois no perímetro urbano - relacionados à doença, com outros quatro ainda em investigação.
A informação consta no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20/5) pelo COE. De acordo com o relato do documento, a criança indígena internou em 28 de fevereiro após apresentar os sintomas e faleceu no dia 3 de abril.
Já as mortes suspeitas mais recentes em investigação são de uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos moradores no perímetro urbano e com comorbidades relatadas. Os outros dois caso ainda em investigação são de um idoso de 84 anos, portador de doença arterial coronariana e um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA em 27 de abril.
Números
No Informe Epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (20/4), Dourados tem 8.764 casos notificados de Chikungunya, 5.154 prováveis e 4.066 casos confirmados. Outros 3.610 casos foram descartados e 1.088 ainda são investigados. Na Reserva Indígena o cenário epidemiológico aponta 3.202 notificações, com 2.139 confirmações, 768 casos descartados e 295 em investigação.
Os números desta quarta-feira mostram ainda uma queda acentuada no número de leitos ocupados por pacientes com complicações por Chikungunya. No período mais crônico da epidemia o número de internações variava entre 52 e 58 pacientes e atualmente são 27 pessoas internadas, sendo 21 no Hospital Universitário HU-UFGD, 1 no Hospital Regional, 3 no Hospital da Vida e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.
O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública observa que a taxa de positividade geral dos casos, que, no momento, está em 53%, ainda é preocupante e demonstra que a grande maioria dos sintomáticos testados apresenta resultado positivo para a doença.
A taxa está sendo calculada a partir do número total de positivos e descartados. Ao longo do ciclo epidêmico, também será observada a taxa de ataque da doença, que atualmente se encontra em 1,95%. (Com informações da Assecom)
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