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DOURADOS

Escorpiões e serpentes são responsáveis por quase 80% dos acidentes com animais peçonhentos

07 janeiro 2020 - 12h20Por André Bento

O Departamento de Vigilância em Saúde de Dourados divulgou alerta sobre os riscos de acidentes com animais peçonhentos, mais comuns sobretudo em época chuvosa e quente de verão. Ao longo de 2019, foram 57 ocorrências no município, a maioria com cobras.

Em boletim informativo enviado ao Dourados News, o enfermeiro Edvan Marcelo M. Marques e o farmacêutico Emerson Eduardo Correa detalham que no ano passado houve oito acidentes com aranhas, 21 com escorpiões, 23 com serpentes - os dois juntos somam quase 80% dos casos -, um com abelhas, e quatro com lagartas.

Ao todo, foram utilizados 184 frascos de soros antipeçonhas para os diversos casos atendidos, notificados e tratados pelo Núcleo Municipal de Imunização por meio das Unidades Sentinelas, hospitais e UPA 24 Horas (Unidade de Pronto Atendimento).

Segundo os profissionais da área, em caso de acidente com animais peçonhentos deve-se procurar atendimento médico imediatamente. “Em Dourados, dispomos do Hospital da Vida e da Unidade de Pronto Atendimento – UPA para esses tipos de atendimentos, ambos com serviços 24hs. Além é claro do Serviço Móvel de Urgência – SAMU, através do número 192, em casos que necessitem de atendimento in loco”, detalham.

O boletim informativo ressalva que caso atrase o atendimento médico, a vítima do acidente deve lavar o local da picada com água e sabão (exceto em acidentes por águas vivas ou caravelas), manter em repouso e membro acometido elevado até a chegada ao pronto socorro.

“Em acidentes nas extremidades do corpo (braços, mãos, pernas e pés), retire acessórios que podem piorar o quadro clínico, como anéis, fitas amarradas e calçados; nunca amarre ou faça torniquete no membro acometido e, nunca sugue, corte e/ou aplique substâncias estranhas (pó de café, álcool, entre outros) no local da picada”, alertam.

A recomendação prevê ainda que “apenas em acidentes com águas-vivas e caravelas, pode-se utilizar pacotes fechados de gelo envoltos em panos, para alívio da dor”, e “não usar água doce para lavar o local da lesão, nem para aplicar compressas geladas, pois pode piorar o quadro do envenenamento”.

“O vinagre pode ser usado na inativação de tentáculos aderidos à pele. A remoção deve ser feita de forma cuidadosa, com pinça ou lâmina. Procure assistência médica para avaliação clínica e, se necessário, tratamento complementar, informe ao profissional de saúde o máximo de características do animal, como: tipo, cor, tamanho, entre outras. Se possível tire uma foto do animal, para auxiliar na identificação do animal causador do acidente, no diagnóstico e melhor escolha de tratamento”, acrescentam.

Para evitar acidentes com animais peçonhentos terrestres, o Departamento de Vigilância em Saúde de Dourados recomenda utilizar botas de cano alto e perneiras em atividades em áreas de matas, como trilhas, e não colocar as mãos em tocas, frestas, buracos na terra, ocos de árvores, cupinzeiros, em montes de lenha ou entre pedras. Indica ainda a utilização de instrumento de proteção (luvas, enxadas, cabo de vassoura etc.) caso necessária a inspeção.

“Caso encontre colméias/vespeiros em áreas sob risco de acidente, contate a autoridade local competente para a remoção; inspecione roupas, calçados, toalhas de banho e rosto, roupas de cama, pano de chão e tapetes antes de usá-los e evite pendurar roupas fora dos armários”, elencam.

Também há recomendação para afastar camas e berços das paredes e antes de dormir, inspecionar os cômodos da casa, principalmente camas, locais escuros, para verificar a presença de aranhas ou escorpiões, pois a noite estes animais são mais ativos, e em caso de enchentes, evitar o contato com a água.

“Esteja sempre atento, pois serpentes podem estar se deslocando em busca de locais secos; mantenha ralos, frestas e instalações elétricas fechadas; acomode o lixo apropriadamente, evitando o aparecimento de baratas, que servem de alimento para escorpiões; caso encontre animal peçonhento não o tocar, mesmo que pareça morto, avise ou procure as autoridades competentes como as polícias ambientais e agentes da saúde para remoção e orientações”, alertam os profissionais.

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