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Dourados registra 10 casos de feminicídio desde que Lei foi sancionada

08 março 2020 - 07h00Por Da Redação

Sancionada em 2015, a Lei do Feminicídio 13.104/15, que transforma em crime hediondo o assassinato de mulheres pelo fato de ser do sexo feminino, apesar de ser algo novo, conta com 10 casos tipificados em Dourados desde que entrou em vigor a lei. Porém, os números têm diminuído.

Em 2017 foram 4 casos, enquanto em 2019 foi registrado um caso no município. 

De acordo a delegada Paula Ribeiro dos Santos, responsável pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Dourados, é necessário denunciar agressões para evitar a continuidade e até mesmo que chegue até um caso de feminicídio, “nos casos que lidamos, em maioria absoluta, o crime é praticado por um companheiro ou ex-companheiro da vítima”, ressalta ela.

Conforme mostrado pelo Dourados News, um dos casos com maior repercussão no município foi o julgamento de Edson Aparecido de Oliveira Rosa, 35, condenado a 27 anos, 9 meses e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, por feminicídio. Ele estava preso desde 26 de junho de 2018 por matar, um dia antes, a ex-mulher Yara Macedo dos Santos.

A vítima, que tinha 30 anos, foi baleada com um tiro na cabeça no cruzamento das ruas México e Colômbia, no Parque das Nações I. O crime foi presenciado por um filho do casal, de 14 anos, que ainda tentou impedir o pai de atirar após vê-lo agredir a mãe.

Diminuição dos casos

Ainda de acordo com a delegada Paula Ribeiro, os números  tipificados como feminicídio em Dourados tem diminuído desde 2017.  “Além do atendimento as mulheres, realizamos um trabalho de prevenção e conscientização, juntamente com uma rede de apoio que busca dar todo o suporte para que a mulher denuncie o agressor e o ciclo de violência seja rompido”, explica ela.

Segundo o Atlas da Violência de 2019, 4.963 brasileiras foram mortas em 2017, considerado o maior registro em dez anos. Na década, a taxa de assassinato de mulheres negras cresceu quase 30%, enquanto a de mulheres não negras subiu 4,5%. Entre 2012 e 2017, aumentou 28,7% o número de assassinatos de mulheres na própria residência por arma de fogo.

Consta no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em 2019, que mulheres negras, com baixa escolaridade e entre 30 a 39 anos são maioria entre as vítimas.

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