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COVID-19

Apesar de discurso do governo federal, Dourados manterá “quarentena”

25 março 2020 - 17h50Por Adriano Moretto

Apesar do pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) na noite de ontem (24/3) e do relato do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta tarde, contra a quarentena, as medidas preventivas a pandemia do coronavírus tomadas pela prefeitura de Dourados através do decreto 2.480, de 23 de março de 2020 serão mantidas por enquanto

De acordo com o assessor especial do gabinete da prefeita Délia Razuk (PTB), Alexandre Mantovani, não há previsão para modificação das determinações realizadas pelo Executivo no momento. 

“A prefeitura manterá as normas restritivas. Escolas fechadas, comércio fechado, pessoas nas casas. Essas diretrizes são do nosso corpo médico que representa o comitê multidisciplinar que tem especialistas. Com base nessas orientações das autoridades médicas e da OMS (Organização Mundial de Saúde) é que vamos manter nossas diretrizes. Por enquanto é cedo para falar em modificação, estamos seguindo um protocolo mundial, até que advenha a notícia de que não é mais necessária a quarentena”, disse em entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (25/3). 

Presidente e ministro 

Na noite anterior, o presidente Jair Bolsonaro defendeu em cadeia nacional de rádio e televisão o isolamento apenas de pessoas dentro do grupo de risco para o coronavírus, doença que já matou 57 pessoas no Brasil. 

"Raros são os casos fatais de pessoas sãs com menos de 40 anos de idade". 90% de nós não teremos qualquer manifestação caso se contamine. Devemos sim é ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para os outros, em especial aos nosso queridos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde", disse. 

No mesmo relato, o presidente afirmou ser contra o país parar por causa do que classificou como uma ‘gripezinha’ e defendeu o fim do isolamento. 

"O vírus chegou, está sendo enfrentado por nós e brevemente passará. Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?", declarou.

Já em coletiva concedida nesta tarde em Brasília (DF), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou atrás em depoimentos anteriores e disse ser necessário rever a situação de quarentena tomada em todo o país para que a situação econômica não piore. 

“É um remédio extremamente amargo”, disse ao longo da entrevista. 

 

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