Após receber o carnê do IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) com o valor do tributo reajustados para 2016, muitos contribuintes se assustaram com o atual preço do imposto e reclamaram bastante. Pela legislação, a tarifa a ser cobrada é de 5%, mas o governo sempre considera o desconto para o pagamento do tributo.
A alíquota utilizada como base de cálculo em 2015 foi de 2,5% sobre o valor. No ano que vem, o imposto será calculado em 3,5%, acréscimo de 1%.
[O anúncio sobre o reajuste foi feito em novembro deste ano]( http://www.douradosnews.com.br/noticias/cidades/governo-divulga-novas-aliquotas-do-ipva), no entanto a população não esperava que influenciasse tanto no valor, como o caso da auxiliar administrativa Michelle Yuasa, 30.
Para ela, a medida tomada pelo governo foi abusiva, já que para manter na legalidade o seu veículo, terá que desembolsar R$ 250 a mais em relação ao ano anterior e já pensa em se desfazer do veículo. Em 2015, o valor pago por ela foi de R$ 380, para 2016 com o reajuste vai para R$ 630.
“Totalmente abusivo, não esperava que o reajuste fosse alto. O aumento do meu salário não acompanha o reajuste dos impostos, combustível, gás, energia e outros. Eu penso em me desfazer do veículo, eu não concordo com o valor que veio, pois o meu carro segundo a tabela Fipe desvalorizou R$ 2 mil. O meu décimo terceiro que seria para investir agora vai para pagamentos”, desabafou a Michelle.
A comerciante Janes Vieira Marques Petri, 44, também foi pega de surpresa em relação ao valor deste ano e fala que os reajustes em outros impostos e serviços acabam afetando em tudo a população.
“Aumentou em muito, não concordo com o valor deste ano, sei que tem reajuste anual, mas creio que esse foi mais que o esperado. Infelizmente pagamos por serviços que não condiz com o que é feito, como a situação de ruas e estradas do país. O custo de vida da população aumentou e muito neste ano, tudo subiu e isso vai apertando o orçamento de todos, qualquer valor a mais sem ser esperado, já faz a diferença”, disse a comerciante.
Já o autônomo Ramiro Dias da Silva, 63, conta que já imaginava que o valor seria bem acima do esperado, colocando os reajustes feitos em combustível, energia e gás. E faz sim a diferença na hora de pagar.
“Eu já imaginava que não seria um valor baixo, pois tudo foi reajustado de forma abusada este ano e creio que o IPVA não seria diferente, é complicado, não concordo, mas não tenho opção. Preciso do veículo e o jeito é pagar. Mas claro que fiquei na expectativa de que não fosse muito, pois o carro desvaloriza e eles sobem o imposto, não é certo”, comentou Ramiro.
A professora Sandra Maria Pociano,39, conta que a diferença de valor para este ano passou de R$ 150. Em 2015, o valor pago pelo imposto no seu veículo foi de aproximadamente R$ 450 e também conta que não esperava que a diferença fosse alta.
“Eu nem procurei saber os motivos de aumentarem tanto assim, mas não concordo, é abusivo! O veículo desvaloriza a cada ano e os impostos só aumentam. E esse valor vai fazer diferença, pois o custo de vida aumentou e o que ganhamos não acompanha. Eles deveriam ver e rever esses valores, a questão do desconto”, desabafou.
Ele disse ainda que também não concorda com o aumento de 15 para 20 anos a isenção do licenciamento, em vez de reduzir também só aumentou.
Os novos valores foram divulgados pelo governo do Estado no dia 17 de novembro, no Diário Oficial.
Quem pagar o IPVA integralmente terá dedução de 15%, porém o atraso no pagamento vai implicar em acréscimo de multa e juros e se mantém a isenção total para carros no 1º ano e motos 50% de isenção, também no 1º ano.
A base de cálculo para carros de passeio ou utilitários movidos a óleo diesel, foi fixada tributação de 4,5% sobre o valor do bem.A tarifa para caminhões, ônibus e micro-ônibus, ciclomotor, motocicleta, triciclo e quadriciclo será de 2%. O valor de cada prestação não pode ser inferior a R$ 30 em caso de motocicleta e R$ 55 para os demais veículos.
A cobrança do imposto é calculada sobre os preços médios de mercado do automóvel usado (valor venal) multiplicado por sua alíquota. O valor de mercado é avaliado pela tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)
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