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ARTIGO

Alguém ainda aprova esse governo?

06 dezembro 2025 - 14h00Por Rodolpho Barreto

E O CRIME? Seis em cada dez brasileiros se sentem inseguros quando circulam pela cidade onde vivem. Metade dos moradores de municípios pequenos e médios conhece alguém cujo celular foi roubado na região onde vive. Nos grandes centros, esse índice ultrapassa 70%. Três em cada quatro enxergam sinais da presença do tráfico de drogas no próprio bairro. E a grande maioria acha que o crime organizado cresceu. É o que mostra a pesquisa Quaest, realizada depois da operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.  (revistaoeste.com)

Enquanto a Operação Lava Jato existiu, a corrupção estava no topo das preocupações nacionais — fenômeno que ajudou Jair Bolsonaro a chegar ao Planalto em 2018. Agora, a bola da vez é a segurança pública, tema que desde a origem coloca direita e esquerda em pólos opostos. A equação é simples: a direita defende punições mais duras e ofensivas policiais no combate à violência; a esquerda evita qualquer medida que dificulte a vida dos criminosos. Mas a bandeira do combate à criminalidade é primordial para a maioria da população. Queremos segurança!

E A SEGURANÇA? Foi a pauta de segurança pública que ajudou a ampliar a vitória de Donald Trump nos EUA e no momento é peça-chave no segundo turno da eleição chilena. A guinada à direita se repetiu na Bolívia, no Equador, no Paraguai, na Argentina e em El Salvador — onde os métodos do presidente Nayib Bukele viraram um sucesso internacional examinado com muito interesse por políticos que prometem acabar com a bandidagem. No Brasil, é evidente que os eleitores estão cansados da sensação de medo, o que já deveria ser preocupação dos políticos... ?

A aprovação, na Câmara, do Projeto Antifacção, já é um começo. Houve avanços importantes — por exemplo, o endurecimento das penas. As mudanças seriam ainda mais relevantes se considerassem terroristas as facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho. Até que o projeto seja aprovado também no Senado, centenas de culpados seguirão confiantes na impunidade e muitos inocentes seguirão presos ou submetidos a medidas restritivas. Até quando seremos o país da injustiça, onde os verdadeiros criminosos são beneficiados enquanto outros são perseguidos?

E A COP 30? Foi tiro pela culatra; foi vitrine, sim, mas das mazelas da Região Norte, projetando o Brasil como um país bagunçado como a reunião do clima. Um fracasso maior do que o previsto. Como um assunto tão sério acabou cercado de tantas ideias erradas? Para o jornalista Alexandre Garcia, o evento deixou ainda mais claro que Lula é uma metralhadora dando tiros nos seus próprios pés: “O principal resultado foi mostrar Belém como retrato de um país com esgoto a céu aberto, chuvas que inundam, internet que funciona mal, organização amadora, assaltos, falta de segurança e hospedagem para os convidados”. A COP 30 revelou a Amazônia dominada por narcotraficantes nacionais e estrangeiros – além das ONGs estrangeiras habituais. 

E a “transparência nos gastos públicos”, uma promessa de campanha de Lula, certo? Agora, muitos dos gastos dele e de sua esposa estão em sigilo total! Os impostos continuam crescendo. Até outubro, o governo federal arrecadou R$ 2,4 trilhões dos pagadores de impostos, mas não mostrou a eles bons serviços públicos; SÓ GASTOU, mais do que cobrou do contribuinte; um déficit de R$ 90 bilhões, aumentando. Dívida descontrolada, já afirma-se que em 2027 faltará recursos para todos os setores. Cadê os políticos presos por toda a corrupção que está sendo descoberta? Enquanto isso, as facções tomam conta do país e o presidente critica ações da polícia? Ah, e aquela outra promessa que ele não colocaria amigos no STF? Faz o L!

E A JUSTIÇA? Desde que o STF passou a legislar e reduziu o Congresso a um Poder sem poderes, a Constituição virou alvo de interpretações descabidas. Entre elas, estão a censura com prazo de validade, o golpe de Estado sem armas em prédios vazios e a devolução do produto do roubo a criminosos confessos!? Enquanto isso, "pena de morte" para adversário político? Jair Bolsonaro, hoje com 70, foi condenado a mais de 27 de cadeia em regime fechado — por um crime que não existiu, como demonstrou o próprio ministro Luiz Fux, em detalhes!

E mesmo que o ato criminoso fosse verdadeiro, a LEI determina julgamento na primeira instância, como foi feito com o próprio Lula. Mas essa é somente uma das numerosas discrepâncias que separam os casos envolvendo o atual presidente e seu antecessor, como já descrevemos aqui, em artigos anteriores. Lula teve ampla defesa, devido processo legal e todos os direitos previstos. Já Bolsonaro estava condenado desde o início. Em companhia dele, também pegou "prisão perpétua" o general Augusto Heleno? Hoje com 78 anos, foi condenado a 21...

E A ANISTIA? Hugo Motta, presidente da Câmara, ignorou as regras da Casa para obedecer às ordens vindas do outro lado da Praça dos Três Poderes. Mesmo depois de aprovada a urgência, o parlamentar se recusa a colocar em votação o projeto de Anistia — única forma de libertar os cidadãos do 8 de janeiro, uma multidão de condenados injustamente. “O que impede Motta de entrar para a História?” O parlamentar Marcel van Hattem expressa o sentimento compartilhado por milhões de brasileiros decentes: “Eu me sinto enrolado, Sr. presidente”.

E isso tudo acontece sob o silêncio da velha imprensa. Como disse Guilherme Fiuza, “uma imprensa amiga do poder"? Democracia? É triste... E o que temos: Sérgio Cabral, condenado a mais de 400 anos por crimes provados, livre, leve e solto, brincando de rede social. Até “José Dirceu voltou a dar entrevistas, fazer comentários e análises na internet e articular sua pré-campanha para deputado federal”, diz Rodrigo Constantino. Frente a tantos absurdos, o povo — que pode e deve fiscalizar todos os Poderes —  está cada vez mais exausto, descrente...

E AGORA? Todo ditador, após conquistar o poder, busca no instante seguinte consolidar sua posição, de forma que nada nem ninguém consiga derrubá-lo. Os meios para isso são os mais diversos e estão registrados pela história; um deles é a alteração do ordenamento jurídico para garantir a permanência da "autoridade" e impedir quaisquer questionamentos ou contestações à sua atuação. Uma liminar do ministro Gilmar Mendes acaba de garantir exatamente isso em relação aos membros do STF. Eles querem blindagem total? E o povo? Submisso? Mesmo assim, não podemos perder a esperança. A vontade popular é e sempre será a única força capaz de devolver o país à liberdade e à democracia. Acorda, BRASIL!

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