Alambrados e barreiras de concreto devem ser instalados para ‘obrigar’ pedestres e ciclistas a utilizarem a passarela sobre a MS-156, entre os bairros Dioclécio Artuzi e Guaicurus, em Dourados.
De acordo com a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), a estrutura da passarela foi concluída, mas faz parte de um contrato que prevê outros serviços no entorno com expectativa de entrega ainda neste ano.
Esses serviços incluem a implementação de alambrado telado e de barreira de proteção tipo New Jersey de concreto. Esses serão instalados debaixo da passarela, para impedir a passagem atravessando diretamente a pista como muitos ainda estão fazendo.
A barreira de proteção tipo New Jersey de concreto é igual a essa que já existe no acesso à Rua Coronel Ponciano pela MS-156. Essa vista é de cima da passarela. Foto: Clara Medeiros/Dourados News
No contrato ainda está previsto plantio de grama e iluminação no percurso interno da passarela que deve ser acessada somente por pedestres, cadeirantes e ciclistas.
Também conforme a Agesul, estão sendo produzidas duas placas de grande porte para serem instaladas na travessia com orientações para evitar o uso inadequado, sem os devidos cuidados. Não foi especificada data para instalação, somente que será ‘em breve’.
FAIXA ELEVADA
A Agesul ainda informou que o ‘quebra-molas modelo traffic calming' que fica debaixo da passarela, será removido.
O Estado alega que ‘tal serviço ficou sob responsabilidade da Prefeitura Municipal de Dourados’ e a gestão municipal que a atribuição é do governo estadual.
“Não existe nenhuma tratativa nesse sentido com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito [Agetran]. A Prefeitura de Dourados está impedida de realizar qualquer obra ou intervenção no local por se tratar de uma rodovia estadual. Nem sinalização é dever do município, mas sim da Agesul”, informou a prefeitura.
IRREGULARIDADES
Conforme mostrado pelo Dourados News, muitas pessoas ainda estão se arriscando ao atravessar a rodovia, mesmo com o tráfego intenso de veículos de carga pelo trecho que liga a BR-163 ao Distrito Industrial.
Entre os motivos argumentadores por moradores que usam o trajeto, estão o percurso mais longo pela plataforma, medo de altura e até receio de ser atingido por veículos que transitam de forma irregular pela passarela.
Em reportagem, nossa equipe mostrou que pedestres de todas as idades competem pelo mesmo espaço com bicicletas elétricas e autopropelidos que são aqueles que chegam a 32 km/h.
Segundo o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), esses veículos podem ser usados para passar pela estrutura, no entanto, precisam trafegar a 6 km/h que é a velocidade do pedestre e dar preferência sempre para quem está a pé. No caso de ciclistas, é preciso descer da bicicleta e seguir empurrando.
Outros veículos como motocicletas não podem passar pela passarela, nem pela faixa elevada como também vem acontecendo. Estes e os ciclomotores precisam fazer o trajeto pela rodovia, utilizando a rotatória junto com os carros.
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Alambrado e barreiras de concreto devem ser instalados debaixo da passarela - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News