A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) abriu processo licitatório para contratar empresa, para fazer a perfuração do poço para a primeira etapa da obra de implantação do sistema de abastecimento de água da aldeia Jaguapiru, na Reserva Indígena de Dourados.
O aviso de lançamento do certame foi publicado no Diário Oficial do Estado desta segunda-feira, dia 18. Será na modalidade de concorrência eletrônica pelo critério de julgamento por menos preço, com modo de disputa aberto.
O regime de execução de empreitada por preço unitário. O valor estimado do contrato é de R$ 4.496.822,93. As propostas serão abertas no dia três de junho, às 9h30.
REDE DE ÁGUA
A implantação do sistema de abastecimento de água na Reserva Indígena de Dourados pela Agesul, é feita a partir de um projeto elaborado pela Sanesul, estatal concessionária de saneamento básico.
O sistema deve operar com duas redes independentes, uma para a aldeia Jaguapiru que foi contemplada na atual licitação, e outra para a Bororó. A previsão inicial era de que as obras ocorressem de forma simultânea, nas duas aldeias.
Somente quando todas as ligações estiverem prontas, é que a água poderá começar efetivamente a ser distribuída, chegando a todos os contemplados de uma só vez.
A implantação de todo o sistema está prevista para custar R$ 50,7 milhões. O sistema inclui captação por poço tubular de 150 mil litros por hora, tratamento com cloração, dois reservatórios de 500 mil litros e um de 50 mil litros elevado, além da rede de distribuição de 103,84 km na Bororó com 2,9 mil ligações domiciliares; e 80,9 km na Jaguapiru com 3 mil ligações. A estrutura seria para comportar o atendimento a 29,4 mil habitantes, considerando uma projeção populacional para 2.033.
FALTA DE ÁGUA
O sistema é aguardado pela comunidade que há décadas convive com a falta de água para higiene pessoal, limpeza e consumo. Em algumas localidades não existe qualquer acesso a esse item básico à sobrevivência, em outros até tem a tubulação mas a água chega.
Caminhões pipa levam periodicamente água a regiões da Reserva, mas o volume além de ser insuficiente para atender as famílias, ainda as obriga a deixar água parada em caixas dágua, colocando em risco a saúde da comunidade.
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Moradores da Reserva Indígena de Dourados convive com a falta de água há décadas - Crédito: Clara Medeiros / Dourados News