Na manhã desta terça-feira (11), professores, técnicos e alunos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) bloquearam a Avenida Guaicurus, na rotatória de acesso ao aeroporto e Cidade Universitária. A pista era liberada a cada 10 minutos e os grevistas e estudante entregavam panfletos aos condutores mostrando suas pautas e reivindicações. O bloqueio seguiu até as 09h.
O objetivo do grupo é chamar a atenção da população e também explicar os reais motivos da paralisação pelas categorias (técnicos administrativos e professores), que estão em greve desde o final de maio.
O ato foi realizado em todo o país e segundo Cleiton Almeida, responsável pelo comando local de greve, a deliberação foi da Fasubra (Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnicos-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil). A greve teve início no dia 28 de maio, e já dura mais de 60 dias, desde então a categoria busca negociar com o governo sobre as reivindicações.
“Hoje o ato foi uma deliberação da Fasubra de fechar as rodovias, para a intensificação do ato ‘agosto vermelho’ que é basicamente protestar contra os cortes do ajuste fiscal que afetaram a saúde e a educação e também pressionar o governo em agilizar a negociação”, explica Almeida.
De acordo com o vice presidente da ADUF-Dourados, o professor Jones Dari, o ato realizado nesta manhã caracteriza a ousadia e também a criatividade por parte dos grevistas.
“Interromper o trânsito por 10 minutos de cada vez tem o objetivo de fazer com que a universidade extrapole seu espaço a rua e a rodovia de socialização da nossa condição nesse momento de greve que já dura 70 dias. Que abrange parte importante das universidades federais do país que tem apresentado respostas do governo muito insatisfatória e distante daquilo que os três seguimentos professores, técnicos e alunos reivindicam”, contou.
Ele disse ainda que o ato tem o sentido de mobilizar cada motorista, usuário de ônibus e ciclista para fazer parte do movimento já que as universidades são públicas e deve ser abraçada por todos.
Entre as reivindicações estão o reajuste salarial de 27.3%, cálculo feito pela Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) baseado nos últimos cinco anos, o reposicionamento dos aposentados e pensionistas na categoria, jornada de trabalho de 30 horas semanais, piso mínimo de três salários mínimos para os iniciantes na carreira, entre outros.
Os acadêmicos da UFGD, também apoiaram o ato e aproveitaram para ajudar as categorias com o pedido de apoio e sensibilizar a população e reconhecer a greve.
“Estamos aqui para dar apoio na luta pelas reivindicações dos professores e técnicos. Outro ponto é que hoje é o Dia Nacional de Luta dos Estudante e como teve um aumento na tarifa do transporte público da cidade estamos aqui para dialogar sobre esse reajuste”, disse o acadêmico do curso de ciências biológicas, Vitor Cabral de 22 anos.
Segundo ele, o fórum unificado (formado por professores, alunos e técnicos administrativos), durante reunião sobre as pautas em comum e se uniram para realizarem o ato juntos.
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O acadêmico do curso de ciências biológicas, Vitor Cabral durante o ato- Foto: Joandra Alves