Caminhar pelas calçadas, ir ao shopping center, supermercados, usar o telefone público ou utilizar um coletivo e outras tantas atividades do dia-a-dia, que são realizadas facilmente por grande parte das pessoas pode ser uma barreira intransponível para cerca de 24,5 milhões de pessoas, ou cerca de 14% de toda a população brasileira: os portadores de deficiência, que além de cadeirantes, podem ser deficientes visuais, ostomizados ou pessoas com mobilidade reduzida, onde incluem-se grávidas, obesos e idosos. Em Mato Grosso do Sul são 388,4 mil portadores de necessidades especiais, ou 12% da população do Estado, segundo dados de 2000, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica). Muitos edifícios possuem rampas, elevadores, vagas reservadas para deficientes, mas geralmente apresentam alguma irregularidade quanto à especificação técnica, o que dificulta o acesso dos portadores de deficiência. “Rampas com elevação acima da norma técnica, pisos derrapantes, falta de elevadores, são os exemplos mais comuns”, garante o coordenador do Fórum de Acessibilidade do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de MS (Crea-MS), engenheiro Aroldo Figueiró.Neste ano, o Crea-MS promove em Campo Grande e em Dourados, a quarta edição do Seminário de Acessibilidade, que tem com objetivo conscientizar toda a sociedade, alertando sobre a importância do respeito às diferenças e a valorização dos ambientes acessíveis, da mesma forma que fornecer aos profissionais subsídios técnicos para a elaboração e execução de projetos urbanísticos livre de barreiras arquitetônicas. “É inadmissível chegar num estacionamento e ter a minha vaga ocupada por um veículo, ou pior ainda, ter que vê-la guardada por um cavalete para que outras pessoas não a utilizem. Se não tiver acompanhado por alguém que desça do carro e a retire, terei que esperar alguém que possa me ajudar”, conta o arquiteto e portador de deficiência Paulo Metello, presidente da Associação Campo-Grandense Beneficente de Reabilitação (ACBR).Fiscalização - O Crea-MS promove algumas ações para minimizar as barreiras arquitetônicas. Entre elas estão as FPIs - Fiscalizações Preventivas Integradas - em locais de grande circulação. Já foram fiscalizados prédios de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas, entre órgãos públicos, escolas, universidades e shopping e também, teve início no mês de outubro uma série de palestras que visam a orientar os profissionais para o cumprimento do decreto 5.296/04, que regulamenta as Leis 10.048 e 10.098.Na capital o evento será no dia 20 de outubro (sexta-feira), das 8 às 17 horas, na sede do Crea-MS, e em Dourados, no dia 21 de outubro (sábado), das 8 às 17 horas, na Câmara Municipal. As inscrições podem estão sendo feitas pelo site www.creams.org.br e custam dois quilos de alimentos não-perecíveis. Mais informações pelos telefones 67 3368-1026 ou 3368-1052.O 4º Seminário de Acessibilidade é promovido pelo Crea-MS, Mútua, Fórum de Acessibilidade do Crea-MS, Instituto de Engenharia de Mato Grosso do Sul (IEMS), Associação de Engenheiros e Arquitetos de Dourados (AEAD) e Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento de Mato Grosso do Sul (IAB-MS).
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