Uma reunião agendada para o início da tarde desta quarta-feira (22), entre reitoria, comunidade acadêmica e os técnicos administrativo da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), irá debater sobre a possibilidade de suspensão do calendário acadêmico, devido à greve dos servidores da instituição desde o [dia 28 de maio](http://www.douradosnews.com.br/dourados/greve-na-ufgd-deve-deixar-sem-aula-7-mil-alunos). O encontro acontece no Auditório da Central da Reitoria às 13h.
A suspensão do calendário acadêmico, consiste que seja feita a reposição de aulas que são ministradas por professores que não aderiram à greve, para os alunos que preferiram não assistir.
“Os docentes entraram em greve e a grande maioria parou de ministrar as aulas já no dia 28, porém alguns continuaram e muitos alunos são de fora e acabam voltando para a cidade de origem, não assistem essas aulas. A suspensão consiste em que seja feita a reposição. Aqueles alunos que assistiram não precisem participar novamente, ou seja, é uma maneira de que ambos os lados não sejam prejudicados”, conta a assessoria de imprensa do Sintef (Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais) da UFGD.
A assessoria acredita a reunião seja para definir quando será feita a suspensão do calendário acadêmico, a possibilidade é que inicie pela data quando foi iniciada a paralisação. Para que fosse votada a suspensão, a reitoria consultou o departamento jurídico para então verificar qual seria a legalidade da suspensão e como poderia ser feita.
“Sei que a reitoria consultaria o departamento jurídico e que a votação será feita na quinta, hoje acredito que ela expresse o posicionamento sobre a suspensão do calendário, mas só saberemos se realmente é isso na reunião”, explica.
As reivindicações dos servidores da universidade estão divididas em cinco eixos, dentre elas a defesa do caráter público da universidade que entra em discussão a terceirização, condições de trabalho por conta da falta de recursos, corte de verbas, garantia de autonomia orçamentária, reestruturação da carreira dos docentes e a valorização salarial de ativo e aposentados.
Greve dos técnicos-administrativos
Um dia depois que os docentes entrarem em greve, foi a vez dos funcionários técnico-administrativos da UFGD, que iniciou no dia 29 de junho, [relembre aqui](http://www.douradosnews.com.br/dourados/tecnicos-administrativos-da-ufgd-e-do-hu-iniciam-greve-nesta-sexta-feira).
Entre as reivindicações da categoria estão piso de três salários mínimos, aumento do step (acréscimo por progressão na carreira) de 2,5% para 5%, racionalização de cargos, reposicionamento de aposentados, mudança no anexo IV (ampliação da tabela de carreira), devolução do vencimento básico complementar absorvido, isonomia salarial e de benefícios, abertura imediata de concursos públicos para substituição da mão de obra terceirizada e precarizada em todos os níveis da carreira das áreas administrativas e dos Hospitais Universitários, e extensão das ações jurídicas transitadas e julgadas.
Negociações
No início do mês, houve manifestação em frente ao Congresso Nacional, em Brasília por parte dos grevistas de várias regiões do país. De Dourados, representantes do Comando de Greve, também participaram do ato até o dia 17 de julho.
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