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ARTIGO

A praça do transbordo

06 dezembro 2019 - 10h37Por José Tibiriçá Martins Ferreira

Estava numa clínica ao lado do Hospital Evangélico e duas pessoas ao meu lado falavam sobre a praça que está em reforma ali próximo. Eram de fora e perguntaram a um atendente qual era o nome da praça, ele respondeu que  era praça do transbordo. 

Retornando, passei em frente à praça vi duas placas, a primeira anunciando que a primeira etapa seria entregue em março de 2018 e já estamos próximo do ano de 2020. Há outra ao lado, noticiando a segunda etapa, mas não indica o prazo de entrega.

Há 50 anos na administração do prefeito João Totó Câmara essa praça foi entregue e recebeu o nome de Dr. Mário Correia, depois foi seu nome mudado para Dr. Antonio Alves Duarte que foi médico e diretor do Hospital Evangélico. Quanto à mudança do nome nada contra, mas em nossa cidade é comum além disso darem apelido a prédios, vejam que existe o edifício Adelina Rigotti, que chamam de prédio das araras, Monumento ao Colono, mais conhecido como Mão do Braz. 

Antigamente o pessoal não aprovava a mudança de nomes, era mais conservador e podia até partir para violência como aconteceu com um forasteiro que chegou a Vila União e perguntou se ali era pela jegue. O morador não gostou do apelido e arrancou a peixeira e mostrou para o dito e respondeu: aqui o pela jegue.

Nossa cidade está perdendo a memória, as datas comemorativas estão caindo no esquecimento, um exemplo é o aniversário da cidade, diferente da capital onde a administração municipal procura relembrar fatos de sua história. 

Dourados teve muitas comemorações quando completou 80 anos, onde os pioneiros se manifestaram através de entrevistas que estão postadas na mídia. Este ano completa 84 anos e estamos aguardando as comemorações.

Quanto à praça que hoje é conhecida de transbordo não sabemos quando vai ser concluída e como se chamará, porque é muito comum a cada administração, com o aval da Câmara de Vereadores haver mudanças.

Nós douradenses,  temos que ser mais bairristas porque muitas idéias partem de pessoas que não conhecem a nossa história, como o movimento para transformar a Vila Cerrito em cidade universitária. 
Temos que ficar alertas como  dizia o velho lobo.

 

José Tibiriçá Martins Ferreira, advogado e produtor rural.

 

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