Menu
Busca quarta, 20 de outubro de 2021
(67) 99257-3397
COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Setembro Amarelo: transtornos alimentares são fatores de risco ao suicídio

contatonutrifernanda@gmail.com

20 setembro 2021 - 00h03

Para ampliar o debate em torno do Setembro Amarelo, transtornos alimentares também são fatores de risco para pensamentos e comportamentos suicidas que levam as pessoas a cometer suicídio, especialmente os jovens de 12-18 anos e as mulheres de 12-35 anos. 

A anorexia e a bulimia nervosas são os transtornos que mais reúnem elementos de predisposição ao suicídio e tendem a aparecer em quem tem transtorno de personalidade limítrofe (borderline). No primeiro caso, pessoas com tais distúrbios comem muito pouco e passam a ter um baixo peso corporal; no segundo, comem muito e, em seguida, tentam se livrar da comida com o uso de laxantes ou incitação ao vômito. 

Estima-se que as pessoas com anorexia nervosa são cerca de 23 vezes mais propensas a tentar o suicídio do que a população em geral. Estes distúrbios representam comportamentos que se desviam da norma e têm um impacto negativo sobre a saúde física e/ou mental. Transtornos de ansiedade, depressão, abuso de álcool e/ou substâncias são comuns entre pessoas com transtornos alimentares.

Em tempos de fake news, há uma quantidade crescente de informações falsas e distorcidas sobre alimentos e nutrição que são divulgadas principalmente através de sites, blogs e mídias sociais. Tópicos como perda de peso, medidas detox (“limpeza” do corpo) ou potencialização da saúde com produtos milagrosos, tratamentos e/ou suplementos são geralmente abordados, tentando encher os olhos de quem busca se enquadrar em padrões de beleza estereotipados e bastante rigorosos.

Neste contexto, as celebridades da internet tendem a repetir apenas o que seus seguidores gostam de ler e/ou ouvir, promovendo produtos e práticas que prometem facilidade e benefícios baseados no senso comum, com pouca ou nenhuma evidência científica. Portanto, é possível que esta sobrecarga de informações leve a modismos, hábitos alimentares e dietas não usuais que são prejudiciais à saúde e ameaçam a segurança alimentar e nutricional da população.

Assim, é importante atentarmos para o risco do desenvolvimento de transtornos alimentares, que alteram a maneira como as pessoas se alimentam e percebem a aparência física/estética de seus corpos, bem como os pensamentos e sentimentos relacionados à alimentação.

Também é preciso ir contra situações em que notícias falsas, irresponsáveis e nada criteriosas são compartilhadas sem limites, o que só colabora para reforçar as estatísticas de pessoas com algum desses transtornos alimentares.

Finalmente, é preciso lembrar que, de acordo com a legislação federal, somente nutricionistas devem realizar assistência e educação nutricional a coletividades ou indivíduos, bem como prescrever dietas.

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

 

Deixe seu Comentário

Leia Também

Hortaliças hidropônicas: vantagens e desvantagens
Utilização do gengibre no auxílio de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia em pacientes com câncer
Consumo de linhaça e câncer de mama
Diabéticos e o consumo de frutas
Setembro Amarelo: transtornos alimentares são fatores de risco ao suicídio

Mais Lidas

RIO BRILHANTE
Mulher é presa após se masturbar em praça pública
LEGISLATIVO
Em Dourados, projeto quer criar Dia Municipal do Torcedor Flamenguista
CAPTURA
Cobra é capturada em para-choque de carro na região central de Dourados
DOURADOS
Preso por violência doméstica passa por audiência de custódia e tem preventiva decretada