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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

O papel da nutrição na enxaqueca

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22 março 2021 - 00h03

A enxaqueca é uma doença neurovascular crônica que afeta de 10 a 20% da população geral em todo o mundo e está associada a várias comorbidades, incluindo depressão, ansiedade, distúrbios do sono, fadiga, hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cerebrovasculares.  

Embora a fisiopatologia da enxaqueca não seja completamente compreendida, as evidências sugerem que fatores nutricionais podem desempenhar um papel em vários mecanismos possíveis. Certos alimentos, como chocolate, cafeína, leite, queijo, bebidas alcoólicas, frutas cítricas, preparações embutidas, tempero artificiais, aspartame e alimentos gordurosos foram identificados como desencadeadores comuns de enxaqueca.  O jejum também é um aspecto alimentar importante para desencadear dores de cabeça. 

A literatura demonstra que diversos fatores nutricionais são apontados como prováveis deflagradores da enxaqueca. A base do diagnóstico está na relação entre alimentos consumidos e a ocorrência de sintomas.

Estudos mostram que tanto o baixo peso como a obesidade são fatores desencadeantes das crises de enxaqueca. Por isso, mantenha uma alimentação equilibrada e inclua alguns alimentos que poderão reduzir a frequência das crises como: alimentos fontes de vitamina B2 (ovos, vegetais verde-escuros), magnésio (castanhas, abacate, uva passa, folhas verde escuras e bananas) e zinco (carnes, peixes, aves, nozes e feijão).

Dessa forma, entende-se na literatura que alguns compostos de certos alimentos têm sido desencadeadores e protetores na crise da enxaqueca.

Porém, é importante ressaltar que é preciso individualizar o tratamento, pois cada indivíduo reage de maneira distinta quando exposto a determinado composto alimentar.

É imprescindível verificar os fatores desencadeantes da crise de enxaqueca em cada paciente, assim como a eficácia de determinado nutriente ou alimento na melhora da patologia, a fim de eliminar ou minimizar a utilização de medicamentos. Com isso, é possível reduzir os efeitos colaterais ocasionados pelos fármacos, contribuindo assim, para um tratamento eficaz.

*Mestranda do Programa de Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Grupo de Pesquisa em Biologia Aplicada à Saúde - UFGD, Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

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