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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Nutrição e doenças neurodegenerativas

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27 junho 2022 - 00h03

As doenças neurodegenerativas são caracterizadas pela perda funcional progressiva de neurônios no cérebro, causando comprometimento cognitivo e deficiência dos motoneurônios.

A nutrição tem sido considerada uma importante aliada na prevenção e progressão de diversas doenças, dentre elas as doenças neurodegenerativas como demências e a doença de Alzheimer. Neste sentido, existem extensas evidências que apoiam uma relação entre dieta e funções cognitivas, visto que a alimentação saudável tem sido bastante relacionada com a prevenção de doenças neurodegenerativas e estudos têm mostrado papel importante de nutrientes como vitaminas E, C, D e complexo B, ômega 3, selênio, zinco, fibras e ferro na redução do risco de demência e no retardo do declínio cognitivo.

Portanto, para garantir a saúde do sistema nervoso, o ideal é manter uma alimentação rica em minerais como selênio, magnésio e zinco, que são fundamentais para o funcionamento do cérebro. Neste quesito, as oleaginosas (como castanhas, nozes e amêndoas) são importantes, pois fornecem a maioria desses nutrientes.

Vale destacar, que alimentos ricos em flavonoides como maçãs, amoras, mirtilos, aipo, cerejas, toranjas, laranjas, peras, pimentas e morangos apresentam propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ambas benéficas no combate das doenças neurodegenerativas. 

Já o consumo de peixes também pode ser extremamente benéfico para a saúde cerebral e inclusive prevenir o diagnóstico das doenças mencionadas. Em suma, sua abundância em gorduras boas, a exemplo do ômega-3, promove a melhora da memória, entre outros benefícios.

Boas opções de peixes são o salmão, o atum, sardinha e truta. 

Por fim, os vegetais de folhas escuras (espinafre, rúcula, agrião, couve) são ricas em ácido fólico, a deficiência dessas substâncias está relacionada ao declínio cognitivo e ao neurológico. 

Desse modo, destaca-se a importância em consultar um profissional nutricionista, afim de incorporar ao cardápio, alimentos com substâncias neuroprotetoras e antioxidantes, para combater o declínio cognitivo e prevenir doenças neurodegenerativas, tendo em vista seu papel de proporcionar mudanças nos hábitos alimentares e promover melhora na qualidade de vida e prevenção de doenças.

*Fernanda Viana é mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News.

 

 

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