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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Milho verde: muito mais que energia em forma de grão

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

29 junho 2020 - 00h02

O Brasil é considerado o terceiro maior produtor mundial, em grande escala do milho verde, principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. A região Centro-Oeste é a maior produtora de milho verde do país, e o estado que mais produz esse cereal na região é o Mato Grosso, seguido de Goiás e Mato Grosso do Sul, onde sua produção é importante para a indústria por produzir produtos para a alimentação humana, porém a maior parte do grão produzido é utilizado para alimentação animal.

Sendo uma das mais importantes fontes alimentares da população brasileira, apresentando expressivo consumo na zona rural, no Brasil, cerca de 4% do total de milho produzido é consumido diretamente como alimento.

Em relação a aquisição e armazenamento, o milho verde pode ser comprado na espiga, com ou sem palha. Os grãos devem estar bem desenvolvidos, porém macios e leitosos. A palha deve apresentar-se com aspecto de produto fresco e cor verde-viva. 

Muitos não sabem, mas este alimento perde a qualidade rapidamente após a colheita, em condição ambiente, dura no máximo um dia. Mesmo quando não se deterioram nesse período, os grãos ficam com o sabor e a textura prejudicados. Na geladeira, conserva-se no máximo por três dias. O milho verde exige refrigeração, caso contrário, perde rapidamente o sabor adocicado, fica duro e “farinhento“ e pode deteriorar-se.

Em termos nutricionais, o milho é energético, composto por carboidratos (68-73%), principalmente sob a forma de amido, com quantidades substanciais de proteína (8-12%), lipídios, vitaminas, minerais e muito rico em fibras, proporcionando saúde intestinal e saciedade. Oferece substâncias antioxidantes, dentre elas, o ácido ferúlico, que atua como potente antioxidante valioso para a pele saudável.

O milho verde contribui ainda, com o fornecimento para a dieta de ferro, magnésio, zinco, selênio, vitaminas do complexo B e carotenoides, e vale dizer que sua cor amarela aponta a presença de luteína e zeaxantina, substâncias valorizadas quando se almeja saúde ocular. No organismo, ambas protegem as células da retina, prevenindo a degeneração macular, mal que acomete os mais velhos e leva à perda de visão. 

Assim, o milho verde apresenta, além do seu valor nutricional, um potencial fator funcional pela presença de antioxidantes e outros compostos bioativos na sua composição. Embora o milho verde seja um ingrediente presente em vários pratos brasileiros, como a canjica e a pamonha, seu consumo na mesa dos brasileiros, seja direta ou indiretamente, é muito baixo! Então, aproveite a versatilidade do grão e não deixe de consumi-lo, seja como mingau, creme, bolo, pipoca, ensopados e, até mesmo, em opções mais simples, como ingrediente para uma deliciosa salada. Abuse da criatividade! 

 

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