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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Esteatose hepática

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19 julho 2021 - 00h02

A esteatose hepática, conhecida popularmente como fígado gorduroso, é uma alteração caracterizada por um acúmulo excessivo de lipídeos, mais comumente os triglicerídeos nos hepatócitos, células funcionais do fígado, ocasionando uma mudança na morfofisiologia destas células e consequentemente gerando mudanças no metabolismo. 

A ocorrência deste quadro vem crescendo atualmente e é considerada a enfermidade de caráter crônico mais comum que acomete o fígado. O aumento de gordura dentro dos hepatócitos, constante e por tempo prolongado, pode provocar uma inflamação capaz de evoluir para quadros graves de hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer.

Dadas estas complexidades, estratégias nutricionais que promovem o equilíbrio funcional do fígado são imprescindíveis e há ações essenciais que podem ser tomadas para evitar o acúmulo de gordura ou reverter uma condição existente. A primeira e mais básica medida é a perda de peso, além do plano alimentar específico individual.

Destaca-se que a alimentação deve ser orientada por médicos e nutricionistas, para levar em conta questões individuais, como o diabetes ou a hipertensão. Resumidamente, o paciente deve priorizar:

– Alimentos que são fonte de gorduras ômega-3, como peixes (sardinha, cavalinha, salmão, atum, cação), chia e linhaça (óleo ou farinha);

– Frutas, verduras e legumes (excelentes fontes de vitaminas e minerais); procurar variar nas cores: quanto maior a variedade de cores, maior a diversidade de nutrientes ingeridos;

– Alimentos integrais: arroz, massas e pães, quinoa, amaranto, etc.;

– Temperos naturais: cebola, alho, limão, salsa, cebolinha, cúrcuma, manjericão, alecrim, gengibre, entre outros;

– Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha, grão de bico;

– Carnes brancas: peixe e frango;

– Castanhas, nozes, amêndoas (com moderação).

É interessante ressaltar ainda, sobre a importância em manter um peso saudável, evitar o consumo de álcool, gorduras e excesso de carboidratos, além de praticar atividade física regularmente e realizar controles rotineiros de verificação da saúde, principalmente após os 40 anos.

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

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