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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

COVID-19 coronavírus: fuja das fake news que envolvam nutrição

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

23 março 2020 - 00h02

A velocidade com que a infecção se espalhou, também aumentou o compartilhamento de notícias falsas sobre a cura ou prevenção do coronavírus, por meio de alimentos ou ingredientes milagrosos. É motivo de preocupação, informações que circulam nas redes com orientações sobre supostas terapias milagrosas no campo da nutrição. Muitas fake news são divulgadas e acabam confundindo as pessoas em relação às principais medidas de prevenção, que são lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e muito contato pessoal.

Alimentos, superalimentos, shots, sucos e até soroterapias, por infusão endovenosa de nutrientes (vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes e outros nutrientes e compostos) estão sendo alardeadas como capazes de prevenir ou combater o coronavírus por meio do fortalecimento do sistema imunológico. Nem uísque e mel, nem óleos ou chás milagrosos. Vitamina C + zinco também não. Até o momento, não há nenhum alimento, substância ou vitamina específica que possa prevenir a infecção pelo vírus.

Diante deste cenário, para combater as Fake News sobre saúde, o Ministério da Saúde, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdades ou não. Qualquer cidadão
poderá enviar gratuitamente, mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando. O número é (61)99289-4640.

De fato, todos precisam saber, que a imunidade é formada por um conjunto de fatores que atuam contra diferentes doenças, vírus e bactérias. Não podemos elencar um único alimento ou uma vitamina para resolver um problema de saúde.

Similarmente, o Conselho Federal de Nutricionista informou que não existem protocolos técnicos nem evidências científicas que sustentem alegações milagrosas. Certamente, uma alimentação rica em micronutrientes (minerais e vitaminas) associada a substâncias bioativas (não nutrientes) presentes em alimentos que possuem atividade de redução do risco de doenças, se utilizados de forma habitual, podem condicionar um sistema imunológico mais eficiente, com menor risco de doenças. Entretanto, é importante ter consciência que tais hábitos não nos livram da responsabilidade de adotar as medidas preventivas recomendadas.

Apesar de não ter estudos científicos sobre o efeito dos alimentos na infecção por coronavírus, alguns nutrientes podem dar suporte à nossa imunidade. Nesse momento é recomendável priorizar por uma alimentação natural que irá contribuir para uma microbiota saudável. Inclua sementes, frutas, vegetais, proteínas, laticínios magros e bons carboidratos e gorduras. Evite ao máximo alimentos industrializados. Atletas e praticantes de atividade física devem ter atenção com a intensidade e o volume do treino nesse período para não ficarem mais susceptíveis a infecção pelo vírus. Não faça dietas restritivas, busque o equilíbrio. Durma bem e evite o estresse!

*Mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde. Possui especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News.

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