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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Carambola: conheça os benefícios e perigos a saúde que a fruta pode oferecer

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05 julho 2021 - 00h03

A carambola é uma fruta popular em muitas partes do mundo, apresenta diversos efeitos nutricionais e medicinais benéficos. Considerada uma fonte rica em antioxidantes e minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B é cientificamente conhecida como Averrhoa carambola. Também considerada como tendo vários efeitos benéficos para a saúde, estes incluem efeitos antioxidantes, hipoglicêmicos, hipotensores, hipocolesterolêmicos, anti-inflamatórios, anti-infecciosos, antitumorais e imunossupressores.

De sabor agridoce e coloração variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, possui diversos usos nutricionais; a fruta pode ser consumida crua ou usada na preparação de sucos, saladas ou picles. Devido ao seu formato é também chamada de fruta estrela, por esse motivo é utilizada em decoração de saladas, arranjos e outras ornamentações.

As carambolas possuem muitas propriedades eminentes. No entanto, essa fruta também representa uma ameaça à saúde, pois exala efeitos tóxicos em pacientes com alta uremia ou pacientes com doença renal crônica devido ao seu alto teor de oxalato. Pacientes com doença renal são incapazes de secretar substâncias tóxicas de seu corpo com eficiência; como resultado disso, eles são afetados adversamente pelos oxalatos.

Esse efeito é causado por uma toxina da fruta que é filtrada pelos rins. Como os rins de pacientes com doença renal crônica não filtram adequadamente, ocorre um acúmulo dessa substância no organismo, o que pode desencadear crises de soluço, vômitos, convulsões ou até mesmo o óbito. Para pacientes em hemodiálise, transplantados ou aqueles com doença renal crônica, evite consumir carambola.

O nível de ingestão no qual os efeitos benéficos transitam para nefrotoxicidade e neurotoxicidade ainda precisa ser determinado com precisão.

Além disso, a relação entre a quantidade de carambola ingerida e a gravidade da toxicidade não é certa e necessita de estudos mais aprofundados.

Para quem não possui doença renal, não há problema em comer a fruta, fazer suco ou utilizá-la em outras preparações, desde que o consumo seja feito com moderação.

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

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