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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Câncer e consumo de álcool

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08 novembro 2021 - 00h02

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o álcool está associado a 4% das mortes por câncer. O consumo de álcool (etanol) aumentou em muitas populações, a faixa etária dos indivíduos consumidores está diminuindo e a quantidade de álcool ingerida ao longo do tempo, ao invés do tipo de bebida alcoólica, parece ser o fator mais importante para aumentar o risco de câncer. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o álcool é a droga mais consumida no mundo e representa uma série de riscos à saúde, um dos quais é sua associação com o câncer. 

O consumo de álcool é muito comum no Brasil, especialmente entre os homens, pesquisas apontam que, quando o ingerido em uma quantidade superior que 45g por dia, está associado com o aparecimento de câncer hepático, gástrico e pancreático. Ademais, estudos relatam que consumir bebidas alcoólicas aumenta o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer como boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino (cólon e reto) e mama e para a prevenção de câncer não há níveis seguros de ingestão. Essa recomendação serve para todas as bebidas alcoólicas, além disso, a combinação de álcool com tabaco aumenta a possibilidade do surgimento desse grupo de doenças.

O álcool pode causar câncer através de diferentes mecanismos. Estes variam de acordo com o tipo de câncer. Os mecanismos envolvidos podem danificar diretamente o DNA das células, induzir estresse oxidativo que pode danificar os genes, promover a entrada de carcinógenos ambientais nas células, alterar o equilíbrio hormonal e contribuir para desnutrição – o que torna os tecidos humanos mais suscetíveis aos efeitos do álcool. 

É importante salientar que existe uma clara correlação entre o consumo de álcool e o risco de câncer. Em outras palavras, quanto maior a dose e maior a duração da exposição, maior o risco de desenvolver os tipos de canceres já mencionados.

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

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