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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Brasileiro consome sal em excesso, mas não tem consciência disso

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

16 março 2020 - 00h03

O sódio, principal elemento encontrado no sal, é essencial para que o organismo mantenha o equilíbrio hídrico, o transporte de oxigênio e de nutrientes, e a condução dos impulsos nervosos. Mas a maioria das populações tem consumido historicamente mais sal do que é recomendado, e as autoridades de saúde do mundo todo têm trabalhado para nos convencer a mudar esse hábito.

Para conscientizar a população sobre os riscos do consumo exagerado de sal, o Ministério da Saúde criou em 2011, um programa de cooperação para reduzir o sódio de alimentos em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA). Graças a essa iniciativa, desde o início do acordo até o final de 2015, mais de 14,9 toneladas de sódio já foram retirados dos produtos processados. A meta é, que até 2020, 28,5 toneladas sejam retiradas da alimentação dos brasileiros.

A falta de consciência é um perigo para a saúde! O consumo excessivo do sal está relacionado ao aumento do risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, doenças renais, entre outras. E todas elas, doenças silenciosas que podem matar de forma precoce. 

O consumo diário de sódio recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2000 mg, o que equivale a 5 g de sal por dia (1 colher de chá), enquanto no Brasil o consumo de sal é de aproximadamente de 9 a 12 gramas per capita ao dia.

A maioria das pessoas consome muito sódio pela ingestão de sal, e não consome potássio suficiente. O alto consumo de sódio e a ingestão insuficiente de potássio contribuem para a hipertensão, a qual, por sua vez, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e AVC.

Similarmente, pesquisas mostram que a redução do consumo de sal para o nível recomendado (menos de 5g por dia) pode evitar 1,7 milhão de mortes a cada ano.  

Cabe salientar, que a população masculina consome mais sal do que a feminina, em todas as faixas etárias, chegando a ser 30% maior nos homens adultos em relação às mulheres. Muitos desconhecem a quantidade de sal que consomem, sendo a maior parte do sal proveniente de alimentos processados (refeições prontas, carnes processadas como o bacon, salame, queijo e salgadinhos) ou de alimentos consumidos frequentemente em grandes quantidades (como o pão). 

Dentro desse contexto, para reduzir a quantidade de sal, é preciso encontrar alternativas para temperar os alimentos preservando principalmente o seu sabor. Utilizar substitutos do sal acaba sendo uma alternativa para deixar a comida gostosa, menos salgada e mais temperada, como: mix de ervas, óleo de especiaria e sal de ervas. 

No mais, saiba que o ideal é reduzir gradualmente a quantidade de sal/dia para dar tempo às papilas gustativas e ao cérebro para se adaptarem ao novo sabor e, normalmente, ao final de 3 semanas, já se consegue tolerar a alteração do sabor! Reeduque seu paladar e experimente a comida antes de adicionar sal. Prepare os alimentos desde o início em vez de comprar alimentos pré-preparados. Adapte suas receitas prediletas usando metade da quantidade de sal indicada.
 

*Mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde. Possui especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News.

 

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