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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Alimentação contra a depressão

E-mail: contatonutrifernanda@gmail.com

11 janeiro 2021 - 00h04

A saúde mental é tão importante quanto a saúde física, ainda mais em tempos de pandemia causada pela COVID-19, que trouxe angústia e ansiedade. Pesquisas mostram que condições de estresse podem causar mudanças drástica nos hábitos alimentares dos indivíduos.

Neste sentido, a relação entre a alimentação e a saúde mental na pandemia vem sendo investigada pela ciência e pesquisadores afirmam que, voltar à rotina por meio de melhores hábitos alimentares é mais urgente do que nunca para melhorar o sistema imunológico do organismo, à medida que o novo coronavírus continua a se espalhar.

Muitos não sabem, mas a depressão afeta cerca de 322 milhões de pessoas em todo o mundo, o equivalente a 4,4% da população e recentemente ligações entre a inflamação crônica e uma gama de doenças neurológicas foram estabelecidas, incluindo a depressão. Além disso, as terapias anti-inflamatórias têm demonstrado reduzir os sintomas depressivos em condições relacionadas à inflamação, como artrite e câncer. 

Uma extensa pesquisa descobriu que a dieta modula os fatores inflamatórios, alegando que variedade de nutrientes dietéticos específicos tem uma gama de propriedades anti-inflamatórias.  A explicação está na função dos alimentos: eles oferecem fonte de combustível para todo o corpo, até mesmo para o cérebro e, assim, impactam no bem-estar social e nas emoções que sentimos. É por isso, também, que os alimentos podem ser aliados contra a depressão. Mais precisamente, ingredientes anti-inflamatórios podem minimizar transtornos depressivos.

Alguns exemplos de alimentos que ajudam a evitar os sintomas da depressão são os ricos em triptofano, como sementes de abóbora, clara de ovo e produtos à base de soja. Recomenda-se também alimentação rica em vegetais, frutas, azeite de oliva e baixo consumo da carne vermelha. 

Outros exemplos de alimentos associados com efeitos antidepressivos são as oleaginosas (castanhas, nozes e avelã), ovos, aveia, grãos integrais e folhas verdes escuras, pois fornece nutrientes e compostos ativos importantes para a integridade e funcionamento do sistema nervoso central (SNC). Pode-se citar também os alimentos probióticos (iogurtes naturais, leite fermentado e kefir), pois agem na manutenção e diversidade da microbiota intestinal e exercem papel importante no funcionamento adequado do cérebro e, assim, pode influenciar no risco de doenças como ansiedade e desordens de humor.

Recomenda-se evitar o consumo elevado de gorduras, pois, além de serem responsáveis por parte do excesso de peso, em alguns casos, retardam a digestão e afetam o nível de transmissão neurológica, alterando o humor de forma negativa.

No mais, os mecanismos de impacto nutricional no cérebro são provavelmente muitos, complexos e compostos. Por isso, é importante consultar um nutricionista para orientações mais individuais.

*Mestranda em Alimentos, Nutrição e Saúde. Possui especialização em Nutrição Esportiva, Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia - CRN3 27940. Escreve para o Dourados News.

 

 

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