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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

Alho: invista nesse tempero natural

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23 agosto 2021 - 00h03

O alho (Allium sativum L) fresco é amplamente utilizado na culinária e os produtos desidratados são bastante comuns como condimento e na indústria alimentícia. Um alimento cultivado em todo o mundo, possui algumas vitaminas e minerais, mas seu principal constituinte é a alicina, um fitoquímico responsável por atribuição de alimento funcional, produzida quando o alho cru é amassado. 

Suas ações farmacológicas são coadjuvantes no tratamento de hiperlipidemia, hipertensão arterial leve e na prevenção da aterosclerose.

Considerado também um expectorante para tratamento da bronquite e da asma, o alho parece ser estimulante do sistema imunológico e inibidor da agregação plaquetária. 

Pesquisas sugerem que o consumo regular de Allium sativum L., na quantidade mínima de 8g/dia, aumenta a longevidade das pessoas e melhora a qualidade de vida, além de atuar como antioxidante, no combate aos radicais livres. 

No Brasil, a dose recomendada ainda não foi bem estabelecida, pois depende da recomendação terapêutica. Alguns órgãos internacionais de saúde, sugerem a ingestão diária de 4g de alho in natura ou 8mg do óleo de alho. 

Vale esclarecer que o medicamento fitoterápico derivado do Allium sativum L. pode causar reações adversas, como cefaleia, reações alérgicas, desconfortos gastrointestinais e úlceras. E a administração via oral pode levar afadiga, funções plaquetárias alteradas e, em uso tópico, dermatite de contato. Além disso, o uso concomitante do Allium sativum L. com algumas classes específicas de fármacos pode levar a interações medicamentosas. Como exemplo, não usar em casos de hemorragia e tratamento com anticoagulantes e anti-hipertensivos. 

Lembrando que a suplementação (ou seja, uma dose elevada) de Allium sativum L. está contraindicada para mulheres em período de gestação, pela capacidade de estimular a motilidade uterina, o que pode levar a aborto.

No entanto, mais estudos são necessários para que todas as propriedades atribuídas ao alho sejam comprovadas e para assegurar a dose e forma de utilização mais adequadas para atingir os efeitos esperados. 

*Mestra em Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

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