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COLUNA

Saúde

Fernanda Viana

A importância do inhame na alimentação

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15 fevereiro 2021 - 07h24

Muitas vezes confundido com o cará, o inhame é, na verdade, um rizoma responsável por transportar água e nutrientes para a planta e cresce com a água que a planta não utiliza. Considerado um alimento energético, é importante fonte de carboidrato na alimentação.

Este tubérculo fornece ao organismo vitaminas do complexo B, essenciais para a geração de energia pelo corpo; e manganês, mineral fundamental para a saúde de ossos e dentes, o inhame é rico também em magnésio, essencial para o funcionamento adequado dos músculos; e vitamina C, que reforça o sistema de defesas do corpo e tem ação antioxidante.

O inhame é indicado para crianças em fase de crescimento por ser um alimento nutritivo e energético, contribuindo assim para o seu desenvolvimento. Recomendado para as mulheres devido à presença da diosgenina, um fitoesterol de grande interesse da indústria farmacêutica, que apresenta propriedades especialmente indicadas para a saúde feminina, principalmente na menopausa reduzindo alguns sintomas como, alteração de humor e os fogachos. 

Na área esportiva é aconselhado seu uso aos atletas devido à sua elevada quantidade de minerais e vitaminas. Em exercícios que exige alto desempenho esportivo a imunidade pode ser comprometida e o consumo de alimentos nutritivos, como o inhame, é recomendado. 

Para a sua aquisição, no momento da compra, o mesmo deve estar firme. Se algumas partes dele estiverem amolecidas, ou com pequenos “brotos”, provavelmente ele já não esta adequado para o consumo. Deve ser mantido em local seco e arejado (não necessariamente na geladeira), pois altera o paladar e dura até 10 semanas se armazenado corretamente. 

Para o preparo do inhame, vale esclarecer que o cozimento em água diminui consideravelmente o conteúdo de oxalato, um dos principais agentes alimentares associados ao desenvolvimento de pedras renais. Ainda, o cozimento é benéfico pois promove a gelatinização do amido, principal componente da raiz, facilitando o processo de digestão.

Então, prefira a utilização na forma cozida ou assada, como exemplo, em preparações de sopas, purês, pães, bolos, tortas e patê ou até mesmo, consumido como um aperitivo (chips assados). Tem ainda quem use a farinha de inhame feita com a casca em substituição à farinha comum, para fazer pães por exemplo. Abuse da criatividade e aproveite deste tubérculo nutritivo!

*Mestranda do Programa de Alimentos, Nutrição e Saúde - Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Grupo de Pesquisa em Biologia Aplicada à Saúde - UFGD, Especialização em Nutrição Esportiva pela faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu - FAESI e Pós-graduação em Terapia Nutricional, Nutrição Clínica e Fitoterapia pela Faculdade Ingá- Maringá (PR). Escreve para o Dourados News. 

 

 

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