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COLUNA

31 empresas brasileiras estão entre 100 mais castigadas

02 outubro 2008 - 07h28
O ranking das 100 maiores quedas nas bolsas de valores da América Latina e nos Estados Unidos tem 31 empresas negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Levantamento feito pela consultoria Economática no período entre 31 de dezembro de 2007 e 30 de setembro de 2008 mostra que o mercado acionário brasileiro perdeu apenas para a Bolsa de Nova York, que detém 46 companhias entre os maiores prejuízos. No ano, esse grupo de empresas viu seu valor de mercado encolher US$ 522 bilhões, passando de US$ 618 bilhões para US$ 96 bilhões.
 


No Brasil, as empresas do setor imobiliário foram as mais castigadas pelo mau humor dos investidores com a crise internacional. Das 31 companhias incluídas no ranking, oito são construtoras e incorporadoras. O pior desempenho foi verificado nas ações ordinárias da construtora Inpar, que despencaram 93,6%. Em dezembro, a companhia valia US$ 1,032 bilhão, e na terça-feira (dia 30), apenas US$ 61 milhões. No ranking das 100 maiores perdas, a empresa ficou com o 10º. O mesmo ocorreu com Abyara, cujas ações recuaram 89,8% no período; Even e Rossi, 76%; Trisul, 72%; Eztec, 69,7%; e Helbor, 69,4%.

Uma das explicações para o péssimo desempenho dessas empresas durante a crise é o fato de elas serem estreantes na Bolsa. A maioria lançou ações no mercado a partir de 2006 e foi alvo dos estrangeiros em busca de altos rendimentos. Na média, a participação desses investidores nas aberturas de capital (IPOs, na sigla em inglês) esteve em torno de 70%. No caso da Trisul, por exemplo, 91% das ações foram compradas por estrangeiros. Os papéis da empresa recuaram 72%, o 58º pior desempenho do ranking das 100 maiores perdas.

Já o campeão de perdas do ranking das 100 maiores foi o Lehman Brothers, cujas ações caíram 99,8%. O segundo lugar ficou com o Washington Mutual, com queda de 98,8%. Entre as brasileiras, o pior desempenho foi verificado nas ações ordinárias da Agrenco, que caíram 97,3%. A empresa teve a quarta maior queda do ranking. A Laep, do setor de alimentação, ficou com a 5º posição. Seus papéis recuaram 96,7%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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