16 ELEIÇÕES
Mesmo com muita gente ‘torcendo o nariz’, em 2026, completa-se 30 anos de utilização das urnas eletrônicas. Desde sua estreia, em 1996, a tecnologia transformou o processo eleitoral ao tornar a votação mais rápida, segura e eficiente, consolidando-se como um dos principais instrumentos da democracia brasileira.
RAPIDEZ
Se antes, a contagem dos votos podia levar dias ou até semanas. Com a urna eletrônica, a totalização passou a ser realizada em poucas horas, levando agilidade na divulgação dos resultados e maior eficiência. A ideia é eliminar questionamentos sobre a validade de determinados votos, que poderiam modificar o resultado de uma eleição.
EVOLUÇÃO
Ao longo desse tempo, a urna eletrônica recebeu constantes atualizações. Os aprimoramentos acompanham a evolução tecnológica e reforçam a segurança, a transparência e a confiabilidade do sistema. O acesso ampliado ao código-fonte, os testes públicos de segurança e a divulgação de boletins de urna e outros arquivos oficiais reforçam a transparência do processo eleitoral e permitem ampla fiscalização.
SEGURANÇA
O sistema eletrônico de votação reúne assinatura digital, criptografia, lacração dos programas, testes públicos de segurança e fiscalização permanente. Esses mecanismos atuam de forma integrada para proteger a integridade das eleições.
Ainda Partidos Políticos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal e outras instituições acompanham todo o processo.
ACESSIBILIDADE
A urna eletrônica foi desenvolvida para garantir que todas as pessoas possam exercer o direito ao voto com autonomia e segurança. Para quem tem deficiência visual, oferece sintetizador de voz por meio de fones de ouvido, leitura dos números e dos nomes das candidaturas, além de teclado em braile e teclas com referência tátil. Também dispõe de intérprete de Libras na tela para pessoas surdas, tornando o processo de votação mais inclusivo e acessível.
COMPROVANTE
A principal crítica ao modelo brasileiro é a inexistência de um registro físico individual do voto para conferência posterior. Defensores do voto impresso argumentam que ele ampliaria a auditabilidade. Já a Justiça Eleitoral sustenta que o sistema atual já é auditável por diversos mecanismos e que um comprovante individual poderia comprometer o sigilo do voto e favorecer práticas como compra de votos e coação de eleitores.
INVASÃO
Outra crítica recorrente diz respeito ao receio de ataques cibernéticos ou manipulação dos programas da urna eletrônica. Em resposta, a Justiça Eleitoral destaca que o sistema não é conectado à internet durante a votação, utiliza criptografia, assinaturas digitais, lacração dos sistemas, testes públicos de segurança e fiscalização por instituições independentes. Até hoje, não foi apresentada prova de fraude que tenha alterado o resultado de uma eleição realizada com urnas eletrônicas.
VOTO IMPRESSO
A proposta de emissão de um comprovante impresso do voto é alvo de debates no país. Especialistas e a Justiça Eleitoral alertam que um comprovante levado pelo eleitor comprometeria o sigilo do voto, princípio assegurado pela Constituição, ao possibilitar a comprovação da escolha e favorecer práticas ilícitas, como compra de votos e coação de eleitores. As propostas discutidas no Congresso previam que eventual comprovante permaneceria sob guarda da própria urna, justamente para preservar esse sigilo.
AUDITÁVEL
O modelo brasileiro foi desenvolvido para conciliar dois princípios essenciais: preservar o sigilo absoluto da escolha do eleitor e permitir a auditoria do processo eleitoral. A identificação do eleitor é dissociada do registro do voto, impedindo qualquer vinculação entre ambos. Ao mesmo tempo, boletins de urna, registros digitais, testes públicos e auditorias independentes permitem verificar a correção da apuração sem revelar em quem cada cidadão votou.




