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COLUNA

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Manoel Afonso

"Reinaldo: contestar ou ignorar André?", por Manoel Afonso

06 março 2015 - 11h56
‘PORCA PIPA’ Até onde André terá gás suficiente para sustentar essa polarização contra Reinaldo? Sua postura contraria as promessas de final de governo e provoca impressões diferentes na classe política e na opinião pública politizada.

REINALDO tem o poder da caneta e sabendo usá-la é um petardo. Os interesses que envolvem a administração são incomensuráveis. A sua bandeira da renovação continua interessante, mas ele precisa se livrar desta imagem da dubiedade tucana.

O RETROVISOR mostra que ao deixarem o cargo, todos os ex-governadores de MS se recolheram na clausura natural. Mesmo quando provocados, evitavam o embate e no último caso se manifestavam através de nota oficial à imprensa. E só.

VIGOROSO Ao invés do clichê imaginário do avô dedicado dos netos, André vende a imagem da incrível disposição em contraditar o atual governo e não perder a liderança política. Mas só o tempo dirá se isso resultará em dividendos ou perdas eleitorais.

A SOMBRA Como Reinaldo reagirá com essa situação? Sentir-se-á incomodado? Irá polemizar com o antecessor continuamente? E terá que conviver com isso sem criar atritos com a bancada do PMDB na Assembleia e com a presidência da casa.

ESTRATÉGIAS A curto prazo André colhe os dividendos de ganhar os holofotes como opositor, excluindo o PT inclusive. O anúncio de liberação de recursos que fez aos deputados na Assembleia objetivou mostrar seu prestígio em Brasília.

‘BATEU LEVOU!’ O estilo de André não muda apesar dos sinais de fadiga de seu partido, do qual se posta como a locomotiva. Para alguns, Reinaldo deveria se socorrer de conselheiros políticos para adotar a postura ideal que a situação merece.

MAS QUEM? Conselheiro político, sem interesses pessoais, é classe em extinção no Estado. A maioria foi pra casa ou morreu. Londres e Schimidt – por exemplo, perderam a última eleição, o espaço e aquela velha áurea de estrategistas infalíveis.

PREVISÕES Enquanto André falava à imprensa na Assembleia Legislativa alguém ironizava: “o italiano é imprevisível, obstinado pelo poder é capaz de tudo, inclusive de comparecer e roubar a cena na festa de inauguração do Aquário do Pantanal.”

SENADO Reinaldo tem a leitura do quadro atual e mapeia as alternativas para as composições da sucessão da capital – principalmente. Quer e precisa somar, mas sem perder de vista seu projeto pessoal de disputar o Senado em 2018. Certo?

ROSE é disparado o melhor e único nome tucano para disputar a prefeitura de Campo Grande. Sua secretaria é um canhão político e ela transita bem em vários segmentos sociais. Sua imagem vem sendo estrategicamente ligada ao governador.

O DESAFIO Sem ambiente no PMDB, Marcos Trad sustentará a tese de perseguido para desertar e viabilizar sua candidatura. Pode ou não ter êxito; matéria complexa, de alta indagação. É consciente da pedreira que enfrentará contra André e Cia.

FLERTES O apresentador de TV. Tatá Marques já foi procurado por Marcos Trad para ser o candidato a vice prefeito de Marquinhos. Claro que o convite massageia o ego, mas ele – cautelosamente - só definirá em setembro o rumo de sua filiação.

INDEFINIÇÕES Estando a sucessão da capital em aberto, há espaços e chances para muita gente. No caso de Tatá Marques, deve seguir os passos (não o estilo) de Bernal: começa pela Câmara, passando pela Assembleia e assim por diante.

BIRUTA O PT está esperando a direção dos ventos para escolher seu candidato a prefeito da capital. Mas corre o risco de repetir os fiascos de Teruel e Vander por conta do quadro nacional e da falta de musculatura dos seus pretendentes.

MAIS UM O deputado Vander Loubet volta ao noticiário – negativo - pelos gastos com viagens aéreas. Vice-campeão na ‘modalidade’. A propósito: com direito ao foro privilegiado, ele já respondia em 2013 a 11 processos no STF. É mole?

IMAGEM O caso de Vander é apenas mais um que avacalha a figura do político junto a opinião pública. A exemplo da justificativa de seu colega Dagoberto Nogueira, Vander se ampara na legalidade dos gastos. E fica por isso mesmo.

PODE? No Brasil vota-se leis na base da emoção e pressa. A Assembleia Legislativa derrapou ao não submeter a CCJ o projeto proibindo os políticos de exercerem o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas. A tal moralidade esbarrou na própria lei.

MARAJÁS Funcionários da Assembleia Legislativa reclamam dos planos da Casa em relação ao futuro deles. Sentem-se discriminados. É que no passado a aposentadoria foi generosa para muitos ex-funcionários, apadrinhados de políticos. Entendeu?

PÉROLA O vereador (capital) Chiquinho Teles (PSD) inovando. Para justificar sua ausência na manifestação prevista para o próximo dia 15, alega que o ato não seria democrático, já que a chance de mudar o cenário ocorreu nas eleições. Pode?

GOLPE? O PT – que gostava tanto das ruas – diz que essa manifestação tem cara de golpe. Será que esse pessoal não está sofrendo no bolso as agruras do Governo Dilma? No fundo, essa gente não quer mesmo ser desmamada das tetas oficiais.

CRUZ CREDO! O Zequinha Sarney reapareceu na TV com seu PV. Aliás o PV não é nem sombra do homônimo alemão. Amarelou, é de ocasião, fazedor de negócios, como a maioria dos partidos nanicos que merecem ser varridos do cenário. Ou não?

“Se dependesse de mim, todos esses deputados corruptos, estariam na cadeia”. ( Lula)

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