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Adriano Moretto

Puccinelli recebe federais de pijama em seu apartamento

11 maio 2016 - 06h25
Bom dia! - O ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), recebeu na manhã de ontem e ainda de pijama, a visita de policiais federais em sua residência, em Campo Grande, durante a segunda fase da Operação Lama Asfáltica. Os agentes deram ‘bom dia’ ao ex-chefe do Executivo sul-mato-grossense por volta das 6h, quando a viatura chegou a sua residência.

Documentos - Os federais passaram aproximadamente 2h cumprindo mandado de busca e apreensão no apartamento de Puccinelli e de lá saíram com alguns malotes contendo documentos. Logo depois, o ex-governador foi à sede da Polícia Federal na Capital e disse não saber o motivo da investigação.

De novo - Já o ex-secretário de obras da gestão Puccinelli, Edson Giroto foi levado preso à sede da PF na Capital. Quem voltou a ser preso também foi o empresário e um dos sócios da Proteco, empresa que possuía vários contratos de pavimentação na gestão anterior do governo do Estado, João Amorim.

Cifras absurdas - A nova fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Fazenda de Lama, investiga contratos firmados em diversos setores que juntos somam cifras que ultrapassam os R$ 2 bilhões, segundo a Polícia Federal e cumpriu 15 mandados de prisão e diversos outros de busca e apreensão em MS e nos Estados do Paraná e São Paulo. As investigações apontam desvios de R$ 44 milhões.

Coincidência - Não se sabe da ligação, mas um fato chamou a atenção. Pouco antes de deflagrada a segunda fase da Lama Asfáltica, coincidentemente quatro trechos da MS-180, concluída em 2014 na gestão Puccinelli, desmoronaram entre os municípios de Iguatemi e Juti, no Sul do Estado.

Silêncio - Talvez, na intenção de aguardar os desdobramentos e entender o que realmente acontecia pela manhã na Capital, nenhum dos deputados estaduais se pronunciou sobre a segunda fase da Operação Lama Asfáltica.

Cadeia - Já governador Reinaldo Azambuja (PSDB) evitou fazer juízo dos envolvidos na operação, porém, foi direto ao ser questionado sobre a ação desencadeada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal, alertando que "lugar de corruto é na cadeia".

Falastrão - O deputado estadual Lídio Lopes (PEN) não gostou da articulação do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, na tentativa de cancelar junto ao deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA), a sessão que votou favorável ao impeachment da presidente da República Dilma Rousseff, em 17 de abril do ano passado e o chamou de ‘falastrão’ durante sessão de ontem na Assembleia Legislativa.

Conflitos - O ‘adjetivo’ a Cardozo se justificou pelas ações dele quando Ministro da Justiça em relação aos conflitos por terra entre produtores rurais e indígenas em MS. "Esse falastrão esteve em Mato Grosso do Sul por cinco vezes para resolver os problemas de conflitos [por terra] e nunca fez nada", disse.

Impeachment - Após duas tentativas frustradas do governo em barrar o impeachment de Dilma Rousseff (PT), o Senado vota hoje pelo afastamento ou não da presidente pelo prazo de 180 dias. Para passar, é necessário maioria simples, ou seja, 41 dos 81 senadores votando favoráveis.

Cassado - O senador Delcídio do Amaral (sem partido – MS) teve o mandato cassado por unanimidade pelo Senado na noite de ontem por quebra de decoro parlamentar. Foram 74 votos favoráveis à sua saída e uma abstenção. Em seu lugar assumirá o primeiro suplente, empresário Pedro Chaves (PSC).

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

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