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Adriano Moretto

Em manhã atípica para moradores, ‘silêncio’ chama atenção em dia de operação

Comentários, críticas e sugestões: adrianomoretto.oliveira@gmail.com

07 novembro 2019 - 00h04

Purificação – Sete meses após deflagrada a primeira fase da Operação Purificação, a Polícia Federal desembarcou em Dourados para dar continuidade nas investigações que, desta vez, levaram à cadeia duas pessoas, entre elas o ex-secretário de Saúde, Renato Vidigal. 

Rotina – Moradores do Jardim Santo André, bairro da região central da cidade, tiveram manhã atípica ontem ao acordarem e encontrarem carros descaracterizados da Polícia Federal parados próximo a um dos cruzamentos mais movimentados da região, na rua Mato Grosso com a Palmeiras. Do interior de uma residência, os agentes levaram calhamaço de documentos e veículo, em cumprimento a mandados determinados pela Justiça. 

Desolada – Essa era a expressão da secretária Municipal de Saúde e interventora da Funsaud (Fundação de Serviços de Saúde de Dourados), Berenice Machado, após receber a visita dos agentes no prédio onde funciona a pasta. As investigações que resultaram nas duas fases da operação tiveram início antes dela assumir o posto, ainda na gestão de Vidigal. 

Silêncio – A prefeitura de Dourados preferiu não se pronunciar sobre a segunda fase da Operação Purificação. 

Apelou – Ao chamar deputados estaduais de ‘bunda-moles’ por não assinarem a CPI da Energisa proposta por Capitão Contar (PSL), o deputado federal Loester Trutis (PSL/MS) mostrou tratar a ação como partidária e começa a colecionar dentro do parlamento sul-mato-grossense vários desafetos. 

Climão – Ontem, após a apresentação de um novo requerimento para tentativa de criação da CPI da Energisa, desta vez por indicação do deputado Felipe Orro (PSDB), 17 parlamentares disseram sim ao documento e aproveitaram para mandar recado a Contar. Um deles, Neno Razuk (PTB), disparou: “agora, essa não é uma Comissão política”. 

Ausente – Em Brasília (DF), onde participou de agenda com parte da bancada federal e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, o propositor da primeira Comissão ainda não se manifestou sobre a nova CPI. 

Trâmite – O requerimento agora será analisado pela Mesa Diretora da Assembleia e, se aceito, em até cinco sessões os parlamentares deverão constituir a Comissão com presidente, vice, relator e membros. O prazo para que os trabalhos sejam definidos é de 120 dias com possibilidade de prorrogação para mais 60.

Extinção – PEC apresentada pelo governo federal prevê a extinção de municípios com até 5 mil habitantes e ‘incorporação’ a outros da mesma região. Em Mato Grosso do Sul, são cinco nessa situação: Figueirão, Novo Horizonte do Sul, Rio Negro, Jateí e Taquarussu.

*Colaborou Vinicios Araújo

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